O resultado das atividades desenvolvidas pode ser consultado em
https://projetosindesejados.files.wordpress.com/2021/10/olhar-analogico.pdf
O resultado das atividades desenvolvidas pode ser consultado em
https://projetosindesejados.files.wordpress.com/2021/10/olhar-analogico.pdf
O resultado das atividades desenvolvidas pode ser consultado em
https://projetosindesejados.files.wordpress.com/2021/10/anne-frank-revisitada.pdf
Apresentação e divulgação dos trabalhos dos alunos relativos ao Projeto "Os Indesejados" desenvolvido no ano letivo 2020-2021.
O trabalho partiu da sugestão e do problema: Os Campos de Concentração e os de Refugiados: que semelhanças e que diferenças? Os alunos leram obras literárias de referência, trabalharam notícias nos órgãos informativos, entrevistaram escritores e organizaram conferências que se encontram divulgadas nestas páginas: https://www.cfeco.pt/
As produções dos alunos revelam uma extrema qualidade e são o resultado do trabalho de articulação vertical entre alunos de duas turmas dos 4.º ano - 4.º ano A dos Caranguejais da professora Carla Vairinhos (Anne Frank - revisitada) e 4.º A da Cova da Piedade 3, Ana Paula Roseiro (O Olhar analógico) - e a turma do 12.º LH da ESEN da professora Isabel Santiago.
O projeto de natureza interdisciplinar envolveu as disciplinas de Português, Sociologia, História A e Cidadania e Desenvolvimento. Trata-se de um dos exemplos do que foi realizado e que atingiu um nível considerável de qualidade.
Mensagem de Audrey Azoulay
Há setenta e seis anos, a 27 de
janeiro, o exército soviético entrou em Auschwitz-Birkenau, e o mundo viu-se
confrontado com aquilo que não queria ver.
Os soldados soviéticos
encontraram cerca de sete mil prisioneiros emaciados, muitos dos quais
pereceram nos dias seguintes. Viram os corpos dos prisioneiros mais doentes e debilitados,
executados depois de os nazis terem forçado a maioria dos prisioneiros ainda
vivos a participar numa "marcha da morte" em direção a oeste. Também
descobriram vestígios do sistema impiedoso que os nazis puseram em prática, e
dos esforços para o encobrir: ficheiros destruídos, fotografias danificadas e
as câmaras de gás restantes
Auschwitz-Birkenau foi o centro de
extermínio mais mortífero e o maior campo de concentração estabelecido pela Alemanha
nazi durante o Holocausto. Foi aí que mais de 1,1 milhões de judeus e dezenas
de milhares de ciganos, polacos, prisioneiros de guerra soviéticos e outras populações
perseguidas perderam a vida.
Hoje em dia, à medida que vozes
odiosas continuam a levantar-se para negar ou distorcer a realidade implacável
destes factos, temos a responsabilidade universal de recordar todas e cada uma
das pessoas que os nazis procuraram eliminar da face da terra. Devemos recordar
as comunidades e culturas que foram destruídas; devemos cuidar dos locais
históricos; devemos proteger e salvaguardar contra as tentativas de propagação
das ideias que levaram ao genocídio do povo judeu e outros crimes nazis, e que
ameaçam os direitos humanos de todos nós.
O Dia Internacional de
Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto é um momento de luto por
aqueles que desapareceram e de reflexão sobre as escolhas dos indivíduos e
governos que permitiram que este genocídio acontecesse. É também um apelo à
vigilância e à ação, para combater as causas profundas do ódio e evitar que
sejam cometidas mais atrocidades no futuro.
A forma como recordamos e interpretamos o passado irá moldar o nosso futuro. A este respeito, a UNESCO está fortemente empenhada em sensibilizar para as causas e consequências do Holocausto, bem como em prevenir o antissemitismo na sua roupagem contemporânea. Só assim conseguiremos reforçar a resiliência de todos os povos face aos preconceitos e defender os princípios universais de justiça, diálogo e solidariedade que estão na base do mandato da Organização.
Este aniversário recorda-nos uma
vez mais como o Holocausto abalou para sempre os alicerces da nossa humanidade
comum. Apelo a todos os Estados Membros e organizações da sociedade civil a
redobrarem os seus esforços para promover a educação, documentação e
investigação sobre estes acontecimentos sem precedentes, que continuam a ser um
flagelo para a consciência do mundo.
Celebramos este terceiro Dia Internacional da Educação num contexto excecional: o da maior perturbação da história na vida dos estudantes, dos docentes e de toda a comunidade educativa.
No momento em que a pandemia volta a acelerar, metade dos estudantes do mundo continuam a enfrentar interrupções na sua escolaridade.
No pico da pandemia, as escolas chegaram inclusive a estar encerradas para 91% dos educandos, ou seja, 1,5 mil milhões de alunos e estudantes.
Todos puderam assim verificar que a educação era um bem público global; que a escola era mais do que um lugar de aprendizagem, era também um lugar de bem-estar, proteção, nutrição e emancipação.
Para muitos, foi necessário organizar uma educação sem escola, através da Internet, da rádio, da televisão e do correio postal. Mas devido à falta de conetividade, demasiados estudantes - 470 milhões - foram deixados à margem, aumentando assim as desigualdades.
Atualmente, a situação continua a ser preocupante: 24 milhões de estudantes, incluindo milhões de raparigas para quem a escola proporciona um porto seguro, podem nunca mais regressar a uma sala de aula, para além dos 258 milhões de crianças e adolescentes em situação de abandono escolar antes da crise.
Voltar a abrir as escolas, e mantê-las abertas, deve ser a prioridade. Mas esta reabertura também deve ser feita preservando plenamente a saúde dos docentes, dos estudantes e das suas famílias. É por este motivo que a UNESCO desenvolveu guias práticos com indicações claras neste sentido.
Esta é a razão pela qual a UNESCO, juntamente com a Education International, apelou aos governos e à comunidade internacional para considerarem os docentes e o pessoal educativo como um grupo prioritário nos planos de vacinação.
Ao mesmo tempo, temos de continuar a desenvolver o ensino à distância: porque a pandemia ainda está entre nós, porque temos de enfrentar as próximas crises, e porque também é uma boa maneira de melhorar as práticas pedagógicas e as formas de aprendizagem.
É neste sentido que trabalha a Coligação Global para a Educação, lançada pela UNESCO. Esta reúne mais de 160 parceiros e está ativa em 70 países para assegurar a continuidade das aprendizagens e a reabertura das escolas.
Por exemplo, na República Democrática do Congo, foram desenvolvidos programas educativos para chegar a 4 milhões de estudantes através da rádio. Foi igualmente lançada a plataforma ImaginEcole, para oferecer recursos a mais de 6 milhões de estudantes em África, tanto online como offline.
Neste contexto sem precedentes, a UNESCO apela aos Estados para que deem um novo impulso à ação em prol da educação.
Por ocasião da Reunião Mundial sobre Educação, organizada pela UNESCO em outubro último, mais de 70 chefes de Estado e de Governo e Ministros assumiram compromissos históricos: reabrir as escolas, melhorar a formação dos professores, reforçar as competências dos estudantes, reduzir a fratura digital, e financiar melhor a educação.
A educação precisa de ser melhor financiada, mas também precisa de ser repensada.
Os últimos meses salientaram novos desafios: a educação científica e sanitária, claro; mas também a literacia mediática e informativa, e literacia digital; ou ainda a educação ambiental e a cidadania global, para respeitar o planeta tal como nos respeitamos uns aos outros.
Neste mundo de profundas mudanças, a UNESCO está a repensar a educação através da sua iniciativa sobre o Futuro da Educação. Convidamos todas as pessoas a juntarem-se a esta reflexão global que envolve já quase um milhão de estudantes, docentes e encarregados de educação.
Neste Dia Internacional, a UNESCO convida-o a promover a educação como um direito fundamental e como o instrumento mais poderoso para o desenvolvimento. Pois defender o futuro deste direito é defender o direito ao futuro.
Mensagem
conjunta de
Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO,
Guy Ryder, Diretor-Geral da Organização Internacional do Trabalho,
Henrietta H. Fore, Diretora Executiva da UNICEF
David Edwards, Secretário-Geral da Internacional da Educação
"Professores: Liderar em tempos de crise, reinventar o futuro "
Todos os
anos, o Dia Mundial do Professor recorda-nos o papel crucial dos professores ao
serviço de uma educação inclusiva e de qualidade para todos.
Este ano,
o Dia Mundial do Professor reveste-se de maior importância tendo em conta os
desafios que estes tiveram que enfrentar durante a crise da COVID-19. A pandemia veio evidenciar o seu contributo
crucial para assegurar a continuidade da aprendizagem e apoiar a saúde mental e
o bem-estar dos seus alunos.
Devido à
COVID-19, quase 1,6 mil milhões de estudantes - mais de 90% do total da população
estudantil mundial - foram afetadas pelo encerramento de escolas. A crise da COVID-19
afetou também mais de 63 milhões de docentes, revelando as fraquezas
persistentes de muitos sistemas educativos e exacerbando as desigualdades, com
consequências devastadoras para os mais marginalizados.
Durante
esta crise, os professores demonstraram, uma vez mais, grandes qualidades de
liderança e de inovação, garantindo que #OEnsinoNuncaPara (#LearningNeverStops)
e zelando para que nenhum aluno fosse deixado para trás. Em todo o mundo, têm
trabalhado a nível individual e coletivo para encontrar soluções e criar novos
ambientes de aprendizagem para os seus alunos, de modo a garantir a
continuidade da educação. O seu papel de aconselhamento sobre os planos de
reabertura dos estabelecimentos escolares e o apoio que prestam aos alunos no
âmbito do regresso à escola é igualmente importante.
Precisamos
agora de pensar para além da COVID-19 e trabalhar para construir uma maior
resiliência nos nossos sistemas educativos, de modo a podermos responder rápida
e eficazmente a estas e outras crises semelhantes. Para tal, temos que proteger
o financiamento da educação, investir numa formação inicial de qualidade para
os professores, bem como prosseguir o desenvolvimento profissional do pessoal
docente existente.
Sem a adoção
de medidas urgentes e um maior investimento, a crise da aprendizagem poderia
transformar-se numa catástrofe educativa. Já antes da COVID-19, mais de metade
de todas as crianças de dez anos de idade vivendo em países de baixo ou médio
rendimento não eram capazes de compreender uma simples história escrita.
Para
reforçarmos a sua resiliência em tempos de crise, todos os professores deverão adquirir
as competências digitais e pedagógicas necessários para ensinar à distância,
online, e através de abordagens de aprendizagem mista ou híbrida, qualquer que
seja o nível de tecnologia disponível. Os governos deveriam garantir infraestruturas
e uma conetividade digitais em todo o seu território, incluindo em zonas rurais
e remotas.
No contexto da COVID-19, os governos, os
parceiros sociais e outros atores-chave têm uma responsabilidade ainda maior para
com os professores. Exortamos os governos a proteger a segurança, a saúde e o bem-estar
dos professores, a preservar o seu emprego, a continuar a melhorar as suas
condições de trabalho, e a envolve-los, assim como às organizações que os
representam, na abordagem educativa adotada para responder à pandemia de
COVID-19 e ultrapassá-la.
Hoje, celebramos coletivamente os
professores pelo seu compromisso constante com os seus alunos e por
contribuírem para a realização, até 2030, das metas do Objetivo 4 de Desenvolvimento
Sustentável. Homenageamos os educadores pelo papel central que desempenharam, e
continuam a desempenhar, na resposta a esta pandemia e na recuperação da mesma.
Chegou o momento de reconhecermos o
papel dos professores que contribuem para garantir que uma geração de
estudantes possa alcançar o seu pleno potencial, assim como a importância da
educação para estimular, a curto prazo, o crescimento económico e a coesão
social, durante e após a COVID-19.
Chegou o momento de reinventarmos a
educação e de concretizarmos a nossa visão de igualdade de acesso a uma
aprendizagem de qualidade para todas as crianças e jovens.
Mensagem de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do
"A paz na terra é da responsabilidade de todos, é uma responsabilidade universal.”
Neste Dia Internacional da Paz, as palavras de Otomi Tolteca, índio do povo Otomi do México, recordam-nos o nosso dever de solidariedade para com os nossos semelhantes: construir e defender a paz é uma missão universal, uma obra coletiva, que se edifica diariamente e nos diz respeito a todas e a todos.
Ser responsável pela paz significa agir, a nível pessoal, para superar as falhas e as injustiças que ainda nos impedem de alcançar um mundo de igualdade. Porque um planeta fraturado é um planeta que não conhece a paz.
Há 75 anos, ao sair de uma guerra terrível, o mundo dotou-se de um instrumento para construir uma paz duradoura, através do diálogo e do compromisso: as Nações Unidas.
Na UNESCO, estamos convictos de que esta missão deve, desde logo e principalmente, passar por um trabalho nos domínios da educação, da cultura e das ciências, pois, como refere o nosso Ato Constitutivo “nascendo as guerras no espírito dos homens, é no espírito dos homens que devem ser erguidos os baluartes da paz.
Todos os dias, através dos seus programas e ações no terreno, a UNESCO reafirma o compromisso assumido pelos seus fundadores de fazer com que a paz seja mais do que o silencio das armas, de fazer com que a paz seja uma convicção do coração e do espírito. É este compromisso que honramos com determinação durante esta Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022).
No entanto, este caminho para a paz universal será longo, porque é uma obra que se edifica diariamente, porque é um processo de transformação permanente. "A Paz não é uma palavra, é antes um comportamento", como gostava de dizer Félix Houphouët-Boigny, primeiro Presidente da República independente da Costa do Marfim, e cujo legado celebramos através da atribuição do Prémio Félix Houphouët-Boigny-UNESCO para a Paz.
Mais do que nunca, a solidariedade e a cooperação são essenciais para construir sociedades de paz e combater a discriminação, nomeadamente contra as populações mais vulneráveis.
Neste Dia Internacional, a nossa Organização gostaria de apelar a todos e a cada um para que se empenhem no diálogo e reflitam juntos sobre o futuro, respeitando a diversidade de opiniões e perspetivas. É nosso desafio comum alcançar uma paz duradoura à escala mundial.

Neste Dia Mundial do Ambiente, que este ano celebra a biodiversidade, recordemos que é "nas nossas mãos que está agora não só o nosso próprio futuro, mas o de todos os outros seres vivos com quem partilhamos a terra", como escreve o jornalista David Attenborough, que dedicou parte da sua vida a dar voz à beleza e diversidade da vida.

