sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Divulgação da Mensagem conjunta UNESCO para o Dia Mundial do Professor

dia mundial professor
Mensagem conjunta de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO, Guy Ryder, Diretor-Geral da Organização Internacional do Trabalho, Henrietta H. Fore, Diretora Executiva da UNICEF, Achim Steiner, Administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e David Edwards, Secretário-geral da Internacional da Educação
“O Direito à educação também é o direito a um professor qualificado”
 A educação é um direito humano fundamental e um bem público. Transforma vidas ao contribuir  para o desenvolvimento económico e social. Promove a paz, a tolerância e a inclusão social. Desempenha um papel fundamental na erradicação da pobreza. Permite às crianças e aos jovens alcançar o seu potencial.
No entanto, em muitos lugares, as crianças são privadas do seu direito à educação devido a uma penúria mundial de professores qualificados e experientes, em particular de professoras, nos países de baixo rendimento. Apesar de um aumento global do acesso à educação, mais de 263 milhões de crianças e jovens no mundo não frequentam a escola Pelo menos 617 milhões de crianças e adolescentes – cerca de 60% à escala mundial – não dominam a leitura nem o cálculo. As crianças mais pobres e mais marginalizadas, nomeadamente aquelas que vivem em zonas de conflitos, são as mais expostas ao risco de não frequentar a escola ou, mesmo sendo escolarizadas, de aprender muito pouco.
 A Agenda 2030, com a qual a comunidade internacional se comprometeu tem como objetivo a educação para todos, do ensino pré-primário ao ensino secundário. Para alcançar este objetivo, temos de alargar a cada criança e a cada jovem o acesso a uma educação de qualidade ,acabando assim com a discriminação a todos os níveis do sistema educativo e melhorando consideravelmente a qualidade da educação e os resultados da aprendizagem. Estes objetivos exigem, por sua vez, o aumento da oferta mundial de professores qualificados – mais 69 milhões, segundo as estimativas.
Este ano, o tema do Dia Mundial do Professor – “O direito à educação também é o direito a um professor qualificado” – reflete esta realidade. Faz-se igualmente  eco  à Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada há 70 anos, que reconheceu a educação como um direito fundamental. Hoje em dia, relembramos aos governos e à comunidade internacional a importância de proteger esse direito ao investir num corpo docente forte, em particular nos países afetados por conflitos. De forma a garantir que todas as crianças estejam preparadas para aprender e ocupar o seu lugar na sociedade, os professores devem receber uma formação e um apoio eficazes, que lhes permitam responder às necessidades de todos os alunos, inclusive às dos mais marginalizados.
No entanto, a falta de professores põe em causa os esforços desenvolvidos para alcançar uma educação equitativa, inclusiva e de qualidade para todos – especialmente nos países assolados pela pobreza generalizada e por crises prolongadas, e nas regiões onde a população jovem está a aumentar rapidamente. Para responder à procura de novos professores, as autoridades responsáveis pela educação contratam frequentemente pessoas que detêm pouca ou nenhuma formação ou reduzem até os requisitos de qualificação. É inclusive pedido a alguns professores que ensinem matérias para as quais não receberam qualquer formação pedagógica. Nos países de baixo rendimento, fazer face à falta de professores significou aumentar drasticamente a dimensão das turmas, o que teve efeitos devastadores na qualidade do ensino e na carga horária dos professores.
Por conseguinte, as crianças mais marginalizadas e excluídas têm tendência a ser ensinadas pelos professores menos experientes, por vezes até em situação de contrato temporário, e sem qualquer formação inicial ou contínua. Os professores dispostos a trabalhar em situações de emergência ou de crise não são formados para responder às necessidades complexas das crianças vulneráveis, em particular, das meninas que foram forçadas a fugir das suas casas devido a conflitos armados, violências ou desastres naturais.
Embora seja amplamente reconhecido que os professores desempenham um papel determinante numa educação de qualidade para todos, o ensino é ainda desvalorizado, por muitos. O baixo prestígio desta profissão é um obstáculo aos esforços desenvolvidos para contratar e manter os professores, tanto nos países ricos como nos países pobres. Para responder a esta situação, os governos e os parceiros da educação devem tomar medidas dinâmicas com vista à melhoraria da qualidade da formação inicial e contínua dos professores. Estes devem receber uma formação inicial de qualidade, beneficiar de uma integração eficaz na profissão e dispor da possibilidade de aperfeiçoar as suas competências ao longo da sua carreira. Ao mesmo tempo, é preciso mostrar à população que o ensino é uma profissão valiosa ao garantir aos professores salários decentes e ao melhor as suas condições de trabalho a todos os níveis do sistema educativo.
Neste Dia Mundial do Professor, enquanto celebramos o papel importante que os professores desempenham na melhoria da vida das crianças e dos jovens, reafirmamos o nosso compromisso em aumentar a oferta de professores qualificados em todo o mundo. Incentivamos todos os governos e a comunidade internacional a juntarem-se a nós neste desígnio, para que todas as crianças e todos os jovens, independentemente da sua situação, possam exercer o seu direito a uma educação de qualidade e a um futuro melhor.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Divulgação da Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO - Dia Internacional da Paz


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“Não haverá paz neste planeta enquanto, algures no mundo, os direitos humanos forem violados.”

Neste Dia Internacional da Paz, as palavras de René Cassin, um dos artesãos da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, relembram-nos que a paz continua a ser um ideal inalcançável enquanto os direitos humanos fundamentais não forem respeitados. São, pois, a condição primordial de uma sociedade pacífica em que a dignidade de todos os indivíduos é respeitada e onde todos podem usufruir de direitos iguais e inalienáveis.

Estas palavras também nos relembram do nosso dever de solidariedade para com os nossos semelhantes; a paz é imperfeita e frágil se não beneficiar a todos e a todas. Os direitos humanos ou são universais ou não são. Esta ligação intrínseca entre paz e respeito pelos direitos fundamentais constitui o tema desta nova edição do Dia Internacional da Paz, no momento em que se celebra o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os ideais de paz e de direitos universais são, todos os dias, contestados e violados. Existem vários obstáculos para a sua realização. A nossa capacidade em edificarmos um mundo feito de harmonia, de compreensão e de coexistência pacífica é posta à prova pelos mais diversos desafios: desigualdades sociais e económicas que causam sofrimento e pobreza; alterações climáticas que geram novos conflitos; explosão demográfica que cria novas tensões… Por outro lado, propagam-se também novas formas de populismo e de extremismo em todo o mundo.

Para vencermos estes desafios, temos de agir de forma coletiva e construir, passo a passo, o edifício da paz. Este é o objetivo do Programa da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que apela a uma ação concertada para alcançarmos os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, que contribuem para um mundo mais justo e mais pacífico – luta contra a pobreza, contra a fome, contra as desigualdades de género, promoção da educação, defesa da justiça, compromisso em favor de um ambiente saudável...

Todos os dias, a UNESCO, através dos seus programas e das suas ações no terreno, reafirma o seu compromisso original, consagrado no seu Ato Constitutivo: erguer os baluartes da paz no espírito das mulheres e dos homens. Líder da Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022), a UNESCO investe-se totalmente no desenvolvimento de uma cultura de prevenção a nível mundial através da educação, da cooperação internacional e do diálogo intercultural.

O caminho para a paz é longo, mas cabe a todos e a cada um de nós influenciar o seu rumo ao comprometermo-nos, diariamente, em prol de uma sociedade mais inclusiva, mais tolerante e mais justa.

Audrey Azoulay

sábado, 15 de setembro de 2018

Divulgação da Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Internacional da Democracia

democracia
Hoje, celebramos o Dia Internacional da Democracia. A democracia é um ideal que reconhece a todos os seres humanos igualdade de dignidade e as mesmas liberdades fundamentais: liberdade de pensar, liberdade religiosa, liberdade de expressão e liberdade de circulação.
Estes valores universais estão consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo 70º aniversário festejamos este ano, e inspiram o Ato Constitutivo da UNESCO. A cultura, a educação, a ciência, a comunicação e a informação - que a UNESCO procura promover em todo o mundo - perdem a sua essência se não estiverem alicerçadas em valores universais ou se excluírem uma parte da Humanidade e não contribuírem para uma maior paz e justiça.
A democracia não é apenas um ideal moral, é também um princípio político e jurídico. A democracia organiza-se, constrói-se e consolida-se através da concessão de direitos políticos que permitem a participação na elaboração comum das leis e das instituições através de eleições livres e do sufrágio universal, através de mecanismos de controlo dos poderes próprios a um Estado de direito, através de uma imprensa livre e independente e, por fim, através de cidadãos ativos e de uma sociedade civil aberta e dinâmica. A UNESCO está assim particularmente envolvida na promoção da cidadania e trabalha em estreita colaboração com numerosos parceiros da sociedade civil.
Uma das características do espírito democrático é a convicção de que se obtém mais com o diálogo, a concertação e a mediação do que com a coerção e a arbitrariedade: em suma, que o direito tem que prevalecer sobre a força. O ideal democrático está indissociavelmente ligado a um compromisso de resolução pacífica dos conflitos e a uma aspiração à paz. A UNESCO ergue essa aspiração como um baluarte.
O ideal democrático insta-nos a trabalhar incessantemente em prol de mais igualdade, mais liberdade e mais justiça, do direito a uma educação de qualidade para todos, do direito à informação, do direito a condições de vida dignas, a um ambiente saudável, a um emprego decente… Neste sentido, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas consiste na ramificação desse ideal constantemente aprofundado em função dos novos desafios que vão surgindo a cada nova geração e que irão, certamente, manter-se neste início de século XXI.
Neste Dia Internacional façamos o ponto da situação sobre os avanços do ideal democrático no mundo e do respeito das liberdades e dos direitos fundamentais, especialmente este ano em que se celebra o aniversário da Declaração Universal. Juntos, mobilizemo-nos para que se cumpra a promessa de paz e de justiça inerente à democracia.
Audrey Azoulay

quinta-feira, 31 de maio de 2018

História Trágica Com Final Feliz - PNC




Livro com frames e intervenções dos alunos sobre a curta-metragem


 

 

 

 

 

 




Trabalho Realizado pela turma do 2.º A da EB da Cova da Piedade com a Professora Regina Lima e a professora de filosofia Isabel Santiago

terça-feira, 29 de maio de 2018

Ensaio de Leitura "Os dois lados" - Filosofia para Crianças


No âmbito da leitura e tratamento dos textos de Gonçalo M. Tavares sobre o Sr. Valéry, os alunos realizaram discussões com o texto e os seus núcleos lógicos através da performance e da representação. O que sente um corpo que tem que experimentar viver de acordo com a regra do pensamento ou que o pensamento se dá a si mesmo? No final da performance o aluno deixa as questões que surgiram numa das sessões de Filosofia para crianças. Foi mais um ensaio de leitura do Centro UNESCO do AEEN- Almada.



quinta-feira, 8 de março de 2018

Ensaios de Leitura





As atividades, em torno da leitura e ensaio de leitura de Fernando Pessoa ortónimo e heterónimo, promovidas pelo conjunto de professoras do grupo disciplinar de Português no dia 8 de março, dia do nascimento dos poetas no poeta merecem algumas palavras por parte da coordenadora da UNESCO.







A primeira dessas palavras é de agradecimento para com os que desenvolvem na escola atividades que implicam leitura e a partir dela imaginam um caminho de apropriação original que passa por fazer e estabelecer o que Maria Gabriela Llansol chamou «drama-poesia». Esse caminho ousado, de criar passagens entre géneros e criar movimentos de leitura apropriativa mais ativa do que meramente passiva, não podem não ser destacados depois do que se passou no dia 8 de março. Estendendo-se, desta forma, o agradecimento, aos alunos que disseram «sim» e tornaram esse assentimento uma presença que mudou a face de um dia normal de aulas na escola.

A segunda dessas palavras é de contentamento: as atividades do Centro UNESCO são as atividades dos docentes e dos alunos. O que se passou neste dia, com a apresentação nas salas de aula do drama pessoano ou com a exposição de vídeos e trabalhos dos alunos de 12.º ano, não pode deixar de impressionar positivamente os que trabalham, ensinando, os que aprendem e os que visitam a nossa escola. Se a frase já não tivesse um sentido esgotado, poderíamos dizer que a «poesia saiu à rua. Mas provavelmente aconteceu aqui algo de maior: ela tornou-se o que entrou no interior dos que vivem nesta comunidade, como se fosse e pudesse ser o que de facto também é, um respirar comum da humanidade que pensa a vida com o ritmo da palavra que desvela o mais fundo do humano. Neste sentido, toda a poesia é património da humanidade e ela deve invadir o mundo como se o mundo humano tivesse nela a sua mais funda possibilidade de ser dito. Se para Galileu a natureza estava escrita em linguagem matemática, a natureza humana pode ser entendida na linguagem da poesia. Assim o foi desde o início em todo a cultura e em todas as grandes civilizações.
O que aconteceu na escola neste dia é paradigmático do que está plasmado no perfil do aluno e mais ainda: foi a ritualização de um ato cultural e civilizacional que começa a ser raro assistir. Num tempo em que negamos pela sua inutilidade tudo o que fomos e somos, este dia foi o elogio da inutilidade que redime o homem de tudo o que consome e nos consome.

A terceira e última dessas palavras é de alegria. Apoiar uma atividade com esta dimensão, visibilidade e qualidade, no mês dos livros e com uma leitura de Fernando Pessoa, não podia senão deixar-me cheia de alegria pelo trabalho das colegas, dos alunos que continuam a fazer da escola o lugar humano de ensaio do sentido da vida.
Se a poesia é bela, esta atividade não o foi menos. Obrigada às colegas que tornaram este dia uma apologia da poesia, da beleza e interromperam a indiferenciação dos dias que cansam com a diferença que salva.
Centro UNESCO
Isabel Santiago

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Projeto My City, My Home, My Responsability


Um Projeto Internacional e Uma Memória Visual do Mundo a partir de Fernão Mendes Pinto
My City, My Home, My ResponsabilityChime e Centro UNESCO



A formação internacional Erasmus+, My City, My Home, My Responsability/Chime desenvolve-se em torno de valores da cidadania e, neste caso e, mais especificamente, de valores associados à memória da cidade e da sua exploração em vídeo em contexto de sala de aula e de aprendizagem.




O projeto, pelos valores que que aborda e pretende explorar, só poderia ser abraçado igualmente pelo Centro UNESCO. Essa convergência de objetivos da Formação My City, My Home, My Responsability com os objetivos da UNESCO relativos ao património e à cidadania traduz-se nos seguintes aspetos:
. Preservação do património material e imaterial da humanidade.
. Promoção de valores ligados à cidadania cuidadora, consciente, ativa, eticamente responsável.
. Desenvolvimento de uma relação de conhecimento entre o aluno e a cidade.
. Desenvolvimento de uma relação de memória entre o aluno e a cidade e os que nela viveram e criaram património.
. Criação de uma memória narrativa que continua o passado no futuro, combatendo o esquecimento e dando ao tempo a densidade significativa que a velocidade comunicativa retira.

No âmbito deste projeto cada grupo de escolas europeias vai apresentar um trabalho realizado pelos alunos, em vídeo, com concurso a decorrer na escola, sobre Fernão Mendes Pinto - um autor do concelho que viveu em Almada e partiu pelo mundo, muito mais mar do que terra, à procura do múrmurio outro do mundo, depois da Índia, mas ainda procurando em Português o que, depois na mesma língua de Camões, ficou registado como uma PEREGRINAÇÃO.

Nessa magna obra leu um mundo novo para a Europa e deixou-nos para ler as marcas e murmúrios dessa leitura, tão singular quanto rara, de uma distância que fomos tornando cada vez mais próxima. Acontece que se o mundo onde Fernão Mendes Pinto foi nos é cada vez mais próximo, a sua obra ficou paradoxalmente cada vez mais distante. Tentando combater essa distância que é esquecimento, os professores do Agrupamento da Emídio Navarro, aproveitando este projeto internacional a que o Centro UNESCO se associa, pretendem retormar a leitura dessa obra com apresentação em vídeo. Os alunos vencedores desta viagem, de memória e técnica, irão no final de março a Valência para partilhar o seu trabalho com os colegas da Roménia, da Grécia, da Turquia, de Itália e de Espanha.

Recorde-se que o projeto anual do Centro UNESCO é Ensaios de Leitura. Assim, este trabalho a desenvolver, no âmago deste projeto internacional, pode ser um ensaio de leitura de excertos da Peregrinação e torna, por meio do papel central da imagem-vídeo, essa leitura uma obra de imagens e memória nossa, da nossa cidade e uma leitura responsabilizante. Ser responsável é responder pelo que ainda nos fala de nós e do mundo e nos fala de uma maneira que já está esquecida. Aquele que fala do e com o esquecido é duplamente responsável, porque salva os mortos do passado e oferece ao presente o futuro que todo o texto, por ser universo de possibilidades, deixa diante de nós como chave que abre a opacidade da vida para o que estava diante e não se via.

«Enquanto a leitura for para nós a iniciadora cujas chaves mágicas nos abrem no fundo de nós próprios a porta das moradas onde não teríamos sabido penetrar, o seu papel na nossa vida é salutar. »                                                                          /Marcel Proust, Sobre a Leitura, p.51

Guia-nos, neste projeto e no Centro UNESCO, esta frase de Proust com que esperamos criar nos alunos um forte sentido de responsabilidade pelo passado comum e um sentido de urgência em quebrarmos este sonambulismo e funambulismo com que tornamos o presente sem espessura e as consciências sem memória e, por isso, impreparadas para a ação. Com efeito, só aquele que se sente só e uma ilha se sente impotente, inversamente, o aluno que tem um património de ideias dentro de si tem que responder pelo seu poder e pelo que pode a partir delas e com elas em busca da sua identidade.
Isabel Santiago
Fevereiro de 2018

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Dia Mundial dos Direitos Do Homem e do Cidadão - Direito à Educação

Em 2013 Byung-Chul Han, na obra No Enxame, escreveu a abrir este seu ensaio que «respeito» significa «olhar para trás» - diz sobre isto, peremptoriamente, que uma sociedade sem respeito, sem o pathos da distância, desemboca numa sociedade do escândalo – nós dizemos que no Dia Mundial dos Direitos do Homem e do Cidadão, é preciso respeito pelos mesmos em geral e pelo direito à educação, em particular (art.º 26.º).

Com efeito, quando pensamos nos Direitos do Homem e do Cidadão estamos diante de um acervo de artigos que dão corpo a uma lei que nos merecem respeito porque, em primeiro lugar, para os pensarmos precisamos de saber que o seu valor não se esgota no imediatismo que domina o voyeurismo do presente e da História. Cada instante é um desenrolar consequente do passado que é pertença comum. Assim, houve um momento em que os direitos inalienáveis do cidadão foram tornados matéria respeitável para nos garantir não só o seu cumprimento, como para tornar respeitável o que eles garantiram à geração atual e permitem assegurar às futuras. No passado que os instituiu, 1948, na versão que deles temos, eles ofereciam-se como naturais. Os homens tinham que reaver aquilo que o escândalo da Guerra tinha interrompido e que pareciam conquistas consecutivas desde a Revolução Francesa. Quando se deixou de olhar para esses direitos que garantem a humanidade, a igualdade de oportunidades e a liberdade, os Homens tornaram-nos, com a força da Lei, matéria respeitável pelo seu valor e pelos valores que eles contemplam e matéria respeitável pela coacção que toda a normal formal encerra. Respeitá-los, a partir de 1948, parece ser até uma obrigação natural como se, a par dos direitos naturais, se impusessem as obrigações naturais. Direitos que exigem deveres de salvaguardarmos, em herança irredutível do humano,  uma matéria natural e legal, que nenhum de nós alguma vez devesse ousar macular pelo esquecimento e pela violação. O que o documento, património imaterial da humanidade, nos lega é essa obrigação de não esquecermos o dever de tornar tangíveis os valores que cada direito relembra como marca do humano. Quando aceitamos, no silêncio ou na indiferença, a sua violação, ou a sua irrealização, aceitamos o escândalo de não respeitarmos o Homem e a memória que a Declaração dele faz e o que a ele pertence enquanto ser histórico, com passado e com promessa de futuro.
 O Departamento de Ciências Sociais e Humanas, no dia 10 de dezembro, relembra estes bens naturais a que chamamos direitos, desenvolvendo um conjunto de iniciativas que pretendem levar mais longe a sensibilização e a consciencialização para o direito à educação junto dos alunos do 5.º ao 12.º ano. Fá-lo a partir de vários materiais nos quais se incluem recursos que nos dão conta das dificuldades que afetam as crianças do mundo que não podem estudar, porque o caminho geográfico é árduo, ou o caminho sociopolítico o dificulta. Fornece dados da UNESCO para refletir sobre a importância da educação para a humanidade e para a igualdade, para a dignidade e para a transformação do mundo e do tempo. Com este intuito, convidará os alunos a pensar sobre o papel da educação para que pensem o seu valor para os que a ela não têm acesso e para aprenderem a respeitar – na distância que é sempre a reflexão – como um dom a que recebem. Espera o Departamento levar os alunos a assumirem que a educação é um bem natural, ou seja um bem que como a vida, a liberdade, a igualdade, não lhes pode ser tirada e os torna humanos, os humaniza.
Como este exercício se traduz em texto, o mesmo vai ser exposto na árvore, símbolo da vida e do que renasce, nos ciclos do tempo, cujas folhas que o jardim do pensamento consente, exploram essa importância. Haverá outras reflexões a partir do cinema e de uma curta-metragem incluída no Plano Nacional de Cinema- Rhoma Acans - que é, como sabemos, um programa que torna a imagem num vasto património que educa e facilita a educação, e reorienta o olhar dos alunos para essas paisagens que com o olhar do realizador se tornam paisagens onde, como humanos, nos colocamos no lugar do outro. Se há dia UNESCO em que esse exercício ético nos é proposto é este. O dia em que cada um deve sentir que poderia ser qualquer um dos outros. A Coordenadora agradece a todos os professores que neste dia tornam a sua ação um direito garantido: educar.

A Coordenadora do Centro UNESCO
Isabel Santiago

Reflexões a partir do cinema - Comemoração do Dia dos Direitos Humanos

As turmas do 10.º ano dos curso de Ciências Socio-Económicas e Línguas e Humanidades foram interpeladas a pensar o direito à educação a partir da curta-metragem de Leonor Teles, Rhoma Acans que integra o PNC. 
Os alunos visionaram e discutiram o filme e depois receberam Elsa Mendes, coordenadora nacional do Plano Nacional de Cinema que fez uma apresentação e leitura do filme. Em seguida realizou-se uma sessão de perguntas e respostas sobre o cinema em geral e sobre este filme em particular. 

A sessão teve lugar no auditório da ESEN e insere-se no programa de atividades do departamento de ciências sociais e humanas que celebram o direito à educação no âmbito das comemorações do dia UNESCO dos direitos do homem e do cidadão.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dia Mundial da Filosofia - Comemoração na ESEN

No passado dia 16 de Novembro comemorou-se mais um dia da Unesco dedicado à Filosofia. Com efeito, todos os anos, desde 2002, na terceira quinta-feira do mês de Novembro a data é celebrada. Este dia celebra-se porque esta organização internacional considerou pertinente sublinhar o contributo desta área do saber para a paz mundial, para o enraizamento da democracia, para a educação, para a consolidação de valores como a justiça e a tolerância a nível mundial. Ao fazê-lo, a Unesco, reconhece, por um lado a filosofia como património de saber com mais de vinte e seis séculos na cultura ocidental, como a institui, por outro lado, como uma prática que reforça e contribui para a dinâmica da democracia assente na discussão e na consolidação de valores e princípios que são o fundamento de uma educação activa e crítica que desenvolve, no espírito daqueles que a estudam, valores e princípios que os tornam cidadãos de pleno direito e conscientes do seu valor e das suas competências de cidadania.





O Departamento de Filosofia e Psicologia desenvolveu, a partir dos contributos e desafios lançados aos seus alunos, uma evocação este duplo reconhecimento da Unesco à sua disciplina e levou a cabo um conjunto de actividades exemplificativas da herança de saber e de competências da Filosofia. Assim, os alunos tanto desenvolveram actividades ligadas à competência problematizadora, interrogando pelo espaço público da Escola, como o fazem e fizeram os filósofos ao longo da sua tradição, como pensaram a tradição através do comentário crítico, elaborando textos que se mostraram tanto nos marcadores de livros, como no comentário de obras de arte paradigmáticas da tradição em que os alunos estão inseridos.
Mas não se limitaram a comemorar o dia da filosofia realizando as actividades específicas da sua maneira de operar nas aulas e mostraram uma verdadeira capacidade criativa realizando maquetes que associavam a filosofia à leitura da realidade, mostrando como o seu leque conceptual permite ler mais profundamente a realidade histórica em que estão mergulhados, como ainda representaram o texto clássico de Platão, a “Alegoria da Caverna”. Para além destas actividades, puderam pôr à prova os seus conhecimentos relacionados com o corpo teórico das suas aprendizagens e enfrentar os “enigmas” deixados no corredor dos desafios. O Departamento, considerando igualmente pertinente a partilha de pontos de vista e de competências ligadas à dissertação, convidou um conjunto de docentes universitários e do ensino secundário, para explorarem a ligação da filosofia a diferentes áreas da cidadania e da vida dos indivíduos. O painel de convidados foi constituído pelo professor doutor Manuel Sérgio, do Instituto Piaget, que dissertou sobre as relações entre filosofia e a educação física, pelo docente Carlos Amaral, da Escola Secundária da Sobreda que dissertou sobre as relações entre a filosofia e a arte e pelo docente do ensino secundário, da Escola Secundária de Cacilhas, sobre a conexão entre a filosofia e o património cultural da humanidade. A mesa foi dinamizada por um ex-professor deste Departamento, o professor Sérgio Taipas, a quem o grupo agradece e a quem ao convidá-lo, reconhece o seu enorme contributo para o ensino da filosofia na ESEN.


O Departamento de Filosofia e Psicologia agradece a participação empenhada de todos os alunos, a sua alegre responsabilidade e contributo e agradece também a boa colaboração dos restantes doentes que acompanharam os alunos ao longo do dia à apresentação quer da maleta pedagógica sobre o conhecimento científico e os seus limites, quer do powerpoint sobre os comentários às obras de arte, das maquetes, da conferência e do teatro, de todos aqueles que de uma forma espontânea partilharam o seu ponto de vista sobre o que é a filosofia?




Se a resposta a esta pergunta permanecerá ainda em aberto, a verdade é que o dia foi fechado com entusiasmo e com espírito de festa, confirmando as sábias palavras de Jankélévich para quem poderíamos viver sem poesia, sem amor, sem música e sem filosofia, mas não tão bem.

Departamento de Filosofia e Psicologia

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Dia Mundial da Filosofia

Liberdade e Diferença

Reaviva-se na ESEN, por meio de uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos, a relevância da Filosofia e o seu legado de reflexão sobre valores que são inequivocamente os valores da UNESCO. Um património é uma herança que não escolhemos e que, por ser herança, nos enriquece e nos torna responsáveis pela sua conservação e multiplicação. Ensinar é, por seu lado, o gesto cuidador de conservação e transformação do recebido em algo de diferente, ou revelador de potencialidades outras que nunca se tinham destacado no que foi herdado e conservado. Nesse sentido, o Departamento de Filosofia escolheu o tema da liberdade e da diferença para convidar os alunos a pensar e cuidar do valor destes dois valores que se impuseram como tema de uma vasta tradição que deixou vasta obra e, nalguns casos, o exemplo de vida dos seus autores em nome da defesa destes mesmos valores, pensamos por exemplo em Simone Weil que, sendo sensível às condições de trabalho dos operários se tornou ela mesma operária fabril, e Levinas que, tendo perdido família nos campos de concentração, dedicou a sua vida, como pensador, a escrever e dar conferências sobre a diferença do outro e a infinitude do seu rosto.
Infelizmente os seus gestos e os seus textos não influenciam as decisões de muitos que fazem, como o filho pródigo, e decidem sob o véu do esquecimento, ignorando esse legado e essa mais funda compreensão do significado e sentido destes valores fundamentais para o indivíduo e para o coletivo das sociedades. Decidir sob um véu de esquecimento é um ato cada vez mais intencional e mais desastroso e a paisagem humana da Europa e a iminência de um conflito nuclear a nível mundial mostram-nos como é viver sob o efeito das consequências desse esquecimento voluntário do que incomoda. Afinal, reconhecer que a liberdade pode ser o fundamento do mal e que a diferença é uma fonte de poder tão poderosa como cada um dos que se consideram iguais deve ser uma reflexão a erradicar, pois a sua consideração poderia levar o cidadão a responsabilizar o que decide mal e pelo mal. Por isso, vivemos numa sociedade em que a decisão política assenta num maniqueísmo simplista, em que o mal está nos outros de que temos que, dizem, afastar-nos, ou combater, ou isolar. Ora, o mal está em cada um porque a liberdade tem o seu fundamento no homem como tão bem lembra esse poema de Miguel Torga quando diz, liberdade que estais em mim, santificado seja o vosso nome… Por outro lado, ostracizar o estrangeiro, diminui-lo na sua condição é continuar a esquecer a importância do outro e o modo como o outro, o diferente, foi fundamental para a Europa se reconhecer a si mesma e criar a sua identidade cultural. Como entender a diferença? Como uma ameaça, como um desafio humano? Humanamente, diferença é um desafio e potencializadora de encontros que alargam o tecido da nossa identidade que deve ser construção permanente, deve ser ipseidade, movimento que se faz e tece no devir e na abertura ao outro que há em nós e ao outro que vem de encontro a nós. Quando ela é redutora e propositadamente lida como ameaça, ela rotunda em etnocentrismos, racismos e relativismos problemáticos e intolerantes.
Diante da herança que torna o homem consciente de si e do mundo e da decisão política, e o homem é livre na pólis, como lembra Hannah Arendt, o aluno que é sempre cidadão e pertence à pólis, deve discutir valores, porque sem valores não há regras nem normas enraizadas ou fundadoras de um viver comum. Parafraseando Kant dir-se-ia que normas sem valores são vazias. A norma faz sentido quando ela traduz um ideal, um bem maior de realização continuada e promotora de sentido e de sensibilização. E a sensibilização para as diferenças já não é apenas uma necessidade, é uma urgência.
Neste dia, diante dos trabalhos dos nossos alunos gostaríamos de pensar que a sua obra em torno destes dois valores, liberdade e diferença, é um ato político tal como ele deve ser entendido, como uma interferência na consciência crítica daqueles que vão receber esta herança e percebem, pelo conhecimento da mesma, que a decisão não pode assentar no esquecimento mas na memória do que somos e do que foi pensado, para não chegarmos ao fim sem nada e tornando o mundo em nada.
Porque acreditamos que ensinar é enriquecer espiritualmente os alunos, acreditamos que a celebração deste dia, mais uma vez neste Centro UNESCO, é uma forma de credibilizar valores e reafirmar a nossa esperança nessa imensa arca de Noé com que a Filosofia oferece a cada geração a possibilidade de continuar o mundo no meio do ruído da ignorância e do esquecimento. O CENTRO UNESCO agradece ao Departamento de Filosofia as iniciativas e aos alunos em particular o seu renovado interesse e dinamismo reflexivo.
A Coordenadora do Centro UNESCO
Isabel Santiago

terça-feira, 4 de abril de 2017

Jornadas Literárias em Albufeira

A professora Fernanda Lamy do Agrupamento de Escolas de Albufeira Poente participou ativamente com os seus alunos nas Jornadas Literárias organizdas em janeiro e fevereiro de 2017, pelo Centro UNESCO Ciência, Arte e Engenho do Agrupamento de Escolas Emídio Navarro em Almada, pela Escola Secundária Cacilhas-Tejo e pelo Clube UNESCO Literatura-Mundo do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade Técnica de Lisboa.

COMO ACONTECEU…
O Projeto Literatura-Mundo conheceu no 2º período escolar as suas duas primeiras tertúlias à volta dos livros, que foram um verdadeiro sucesso. Os alunos são os principais intervenientes, portanto aqui estão as suas palavras.

“A tarde de sexta-feira, 10 de fevereiro, foi diferente, houve várias reflexões de todos e apresentação de vários livros com temas iguais, mas diversas maneiras de os interpretar, o que com que expandíssemos horizontes. Foi muito bem sucedida e superou as expetativas, foi uma tarde agradável em que convivemos com os colegas e a professora, enquanto discutíamos os temas presentes nos livros, até de um ponto de vista filosófico, e relativamente à semelhança com a realidade. A verdade é que cada livro fazia surgir um novo tópico de conversa.
Sem dúvida que foi uma ideia muito dinâmica e divertida, tivemos oportunidade de sair da nossa “zona de conforto” e comunicar com pessoas de outras turmas. Foi surpreendente a forma como todos estavam à vontade uns com os outros, sem se conhecerem, portanto, um ambiente que, à partida, seria constrangedor, tornou-se num descontraído e divertido.
Assim, participar na tertúlia foi algo inesquecível e inédito, superou totalmente as expetativas. Não foi mesmo nada do que se esperava, foi muito melhor!!!”
Inês, Alexia, Leonor, Cátia e Vladimir, 12º C

“A partilha de livros foi muito interessante, cativante e de fácil compreensão, porque os alunos estavam muito menos nervosos do que o habitual. Este estilo informal é mais tranquilo e acessível. A parte do chá e dos bolinhos gerou um ambiente acolhedor, juntamente com as mantinhas partilhadas por todos.
Resumindo, foi uma excelente tarde, a primeira de várias, assim se espera. Tornou o horizonte literário mais abrangente e o debate sobre temas atuais produtivo.”
Helena, Rita Cavaco e Gonçalo, 12º D

“Ao princípio houve uma certa renitência em participar, poderia ser formal, uma espécie de “apresentação”, com o estigma de pessoas a julgarem as outras. Contudo, foi uma experiência excelente. Foi muito bom juntar duas coisas que agradam imenso: livros e comida. Possibilitou aprender sobre vários livros e partilhar o de cada um. Além disso, o chá e os bolinhos tornaram tudo mais apelativo, tanto que nem se deu pelo passar das horas.
Foi, na verdade, um encontro caloroso e criativo, que não só permitiu conhecer melhor os colegas envolvidos no projeto e partilhar as leituras, mas também viver uma experiência muito divertida. O chá e os bolinhos tornaram tudo mais acolhedor, descontraído, com mantinhas e almofadas, entre risos e piadas, e assim exploramos, para além dos temas englobados no projeto, outros relevantes para a nossa sociedade. Desde conflitos amorosos até eventos culturais de diferentes países, houve várias opiniões semelhantes no grupo, comprovando que os jovens precisam mesmo de contactar mais fora de redes sociais e esta é uma excelente forma.
Para além disto tudo, tiramos fotografias e fizemos um vídeo para os nossos parceiros de Almada. Concluindo: experiência a repetir, criativa e muito divertida.”
Susana, Inna, Sara Teixeira, Maria e Ana, 12º E

“O ambiente foi tão agradável que fez sentir-nos em casa, o que transmitiu um enorme conforto.  A nível emocional não se sente a pressão. No meio do stress das notas da escola, são estes pequenos momentos que nos fazem descontrair. Os bolos estavam ótimos e os doces ainda melhores. Enfim, a tertúlia promoveu o contacto interturmas, o convívio, novos conhecimentos sobre livros e pontos de vista diferentes. Foi uma experiência única, a repetir!
Ana Catarina, Inês, Tatiana e Alexandre, 12º G

A professora,

Fernanda Lamy


sexta-feira, 3 de março de 2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Leitores conversam sobre livros. - Jornadas Literárias I

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Jornadas Literárias I



O Centro UNESCO Ciência, Arte e Engenho em parceria com o Clube UNESCO Literatura-Mundo do Centro de Estudos Comparatistas, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, têm o prazer de convidar a comunidade educativa para as Jornadas Literárias I, organizadas pelos  professores  Laura Gabriel, Luís Maia e Rute Navas da ESEN,  e pelos professores Ana Parra, Alexandra Pedro e José Cunha, da Escola Secundária Cacilhas-Tejo.



Esta iniciativa conta com a intervenção de cerca trinta alunos do ensino secundário, que desenvolveram projetos de leitura ao longo de vários meses.  




Programa
O grupo organizador agradece a colaboração das colegas Ana Ávila Silva, Isabel Santiago e Graça Leão,  bem como, da professora bibliotecária Sara Cacela.  Finalmente uma palavra de reconhecimento à Biblioteca Municipal que acolheu esta iniciativa desde o primeiro momento.    


As Jornadas Literárias decorrem nos dias  - 27 de janeiro e 17 de fevereiro -  na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia.

Pela Coordenação,
Rute Navas 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Apresentação de Kiarostami



A sessão decorreu no dia 16 de janeiro, no auditóro da ESEN e contou com a presença dos pais e encarregados de educação e da coordenadora nacional do Plano Nacional de Cinema, Elsa Mendes.





Onde Fica a Casa do Meu Amigo?, filme de 1984 foi trabalhado pelos alunos do 10.º CT2, no decorrer do ano letivo 2015-2016 sob proposta da docente Isabel Santiago, responsável pela disciplina de Filosofia.
Os alunos tiveram que trabalhar o filme sob quatro perspetivas diferentes, fazendo incidir a sua análise nos 15 minutos em que uma criança deambula, com um velho, numa labiríntica aldeia.



Nesta sessão foi feita a apresentação e explicação do processo que os conduziu à comunicação das diferentes etapas do trabalho e à explicação das múltiplas leituras que a obra suscitou.



Os materiais  encontram-se em exposição na biblioteca escolar da ESEN.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Divulgação da Plataforma Portuguesa - ONGD


ANO EUROPEU PARA O DESENVOLVIMENTO EM LIVRO
O LIVRO DO ANO EUROPEU PARA O DESENVOLVIMENTO (AED) 2015 REÚNE AS PRINCIPAIS ACTIVIDADES E OBJECTIVOS ALCANÇADOS DURANTE ESTE ANO QUE JUNTOU DEZENAS DE PARCEIROS EM PORTUGAL EM PROL DE UM MUNDO MAIS JUSTO E SUSTENTÁVEL.
A PLATAFORMA PORTUGUESA DAS ONGD FEZ PARTE DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DO AED. 
2017: UMA NOVA ETAPA PARA O DESENVOLVIMENTO (ANO II)

ASSINALÁMOS O INÍCIO DE 2016 COM A PUBLICAÇÃO DO ARTIGO “2016: O INÍCIO DE UMA NOVA ETAPA PARA O DESENVOLVIMENTO”. PASSADO UM ANO TEMOS CONSCIÊNCIA QUE 2016 MARCOU APENAS O INÍCIO DE UMA NOVA ETAPA E QUE O CAMINHO A PERCORRER ATÉ À META FINAL - O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - É LONGO E SÓ SERÁ UMA REALIDADE COM O ENVOLVIMENTO DE TODAS/OS.
O ANO QUE AGORA SE INICIA SERÁ IMPORTANTE PARA DAR UM NOVO E MAIS FORTE IMPULSO NO ESFORÇO GLOBAL E CONJUNTO PARA A CONCRETIZAÇÃO DOS ODS. NESTE SENTIDO, COMPROMETEMO-NOS A CONTRIBUIR ACTIVA E PROACTIVAMENTE PARA A MUDANÇA, PARA UM MUNDO MAIS JUSTO EM QUE SE ENCONTRAM E IMPLEMENTAM SOLUÇÕES CENTRADAS NAS PESSOAS. 
PLANO DE ACTIVIDADES 2017
JÁ SE ENCONTRA DISPONÍVEL O PLANO DE ACTIVIDADES E ORÇAMENTO PARA O ANO 2017 DA PLATAFORMA.
"FAÇAMOS DA PAZ A NOSSA PRIORIDADE"

NA PRIMEIRA MENSAGEM COMO SECRETÁRIO-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), ANTÓNIO GUTERRES PEDE QUE A PAZ SEJA A PRIORIDADE DE TODAS E TODOS NÓS E APELA A TODOS OS DIRIGENTES QUE SUPEREM AS SUAS DIVERGÊNCIAS.
PERSPECTIVAS PARA O DESENVOLVIMENTO GLOBAL EM 2017
A OCDE APRESENTA NESTA PUBLICAÇÃO UMA VISÃO GERAL SOBRE AS MUDANÇAS AO NÍVEL DA ACTIVIDADE ECONÓMICA NOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO E OS IMPACTOS DESTAS MUDANÇAS NOS FLUXOS MIGRATÓRIOS. 
Notícia enviada pela Comissão Nacional da  UNESCO

sábado, 10 de dezembro de 2016

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos - ES Emído Navarro



Comemora-se, neste dia, 10 de dezembro, a data em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se enumerava os direitos básicos que devem assistir a todos/as os/as cidadãos/ãs.


A data visa homenagear o empenho e dedicação de todas as pessoas que defendem os direitos humanos e colocar um ponto final em todos os tipos de discriminação, promovendo a igualdade entre todos/as os/as cidadãos/ãs.






Exposição  Vozes pelo Direitos
Propostas para um mundo mais sustentável


Alunos e professores das OFERTAS COMPLEMENTARES - 7.º aos 9.º anos





Apoio da biblioteca escolar e dos pais e encarregados de educação

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos - EB D. António da Costa

                           DIA 10 de DEZEMBRO - DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS
EXPOSIÇÃO
Os alunos e professores das OFERTAS COMPLEMENTARES, dos 5º aos 9º anos, apoiados pela biblioteca escolar e pelos pais, participam nesta data comemorativa com propostas para um mundo mais sustentável.  Sugerimos como ponto de encontro a Escola Básica D. António da Costa para conhecerem esta admirável exposição repleta de Árvores da Vida!