No início de novembro os alunos das escolas D. António da Costa e da Emídio Navarro, numa iniciativa que visa promover a articulação horizontal das escolas que compõem o Agrupamento e promover iniciativas que envolvam e promovam o espírito de pertença a um «lugar comum» foram no âmbito das disciplinas de História e Área de Integração a Évora e ao Alqueva.
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| Anta Grande do Zambujeiro |
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Cromeleque do Xarez
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Em Évora os alunos puderam, numa saída de campo, visitar a Anta Grande do Zambujeiro e já perto de Reguengos de Monsaraz o cromeleque dos Almendres. Nestes períodos os alunos ouviram a explicação do valor destes monumentos e do seu significado não totalmente definido e entendido pela historiografia quanto às práticas do culto da terra, do sol e ao entendimento da morte pelo homem do neolítico.
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Montado Alentejano
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Com um almoço ao ar livre e em
regime de partilha de bens para mantermos o espírito da recolha e da partilha
dos excedentes uns pelos outros, sentindo o fresco do ar e a humidade dos dias
e das terras outrora secas e agora irrigadas pelo rio Guadiana, alunos, professores
e uma encarregada de educação envolveram-se num espírito de alegria e quase
romântico de contacto com a natureza os seus encantos com a chegada do outono.
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Pequena ilha do maior lago artificial da Europa, símbolo da rota dos
moleiros |
Depois do almoço fomos todos para
o Alqueva e os alunos aproveitaram para continuar a procurar, entre as
explicações e o guião de orientação fornecido pelas professoras, materiais
adequados para a construção de um documentário sobre uma região considerando os
seus diferentes aspetos: a paisagem física, humana com o património, a paisagem
natural e a paisagem artificial construída com a barragem. Passearam de barco
pelo Guadiana e ouviram as explicações sobre a antiga rota dos moleiros, sobre
as intervenções que foram feitas para proteger um castelo submerso, o elevador
que permite aos peixes manter o seu circuito natural para desovarem, a
salvaguarda dos morcegos pela criação de uma gruta onde podem viver e
contribuir para o equilíbrio e sustentabilidade de uma paisagem com vinha e
oliveira.
Foi uma visita longa em que
salientamos o sentido natural da paisagem que nos envolve e protege como o
nosso primeiro «lugar comum» e o sentido humano que nos acompanhou e em que
destacaríamos o comportamento dos alunos, a boa vontade das colegas que nos acompanharam
das duas escolas, Helena Almeida, Carla Franco, Fátima Franca e Eduardo
Figueiredo, mas também o acolhimento que tivemos no Centro de Interpretação do
Alqueva.
Esperámos por bons companheiros e
por bons exploradores de uma paisagem UNESCO, esperamos por trabalhos dignos do
reconhecimento desse património e da sua projeção para o futuro e para a sua
fusão com outras heranças como aquelas que o homem cria com a memória e com a
palavra.
Professoras Anabela Farinha e Isabel Santiago