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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Cinema P’ros da Casa - Plano Nacional de Cinema

Cinema P’ros da Casa é uma iniciativa pensada para dinamizar e incrementar partilhas verticais de ensino-aprendizagem no Agrupamento de Escolas Emídio Navarro. Pensámos, ao delimitar as atividades para o PNC (Plano Nacional de Cinema), que seria interessante fazer do cinema uma trave mestra dessas atividades. O objetivo foi levar a cabo sessões de cinema constantes no PNC aos alunos mais pequenos, sendo as mesmas dinamizadas, do ponto de vista pedagógico, por alunos de níveis de ensino mais avançado. A supervisão pedagógica é da responsabilidade de um docente do conselho de turma.
No passado dia 29 de março, a turma do 11.º CT2 foi dinamizar uma destas sessões à turma do 3.º A da Escola Básica n.º 3 da Cova da Piedade, da professora Regina Lima. Os alunos do secundário propuseram-se pensar o filme de Charlie Chaplin, O Imigrante. As razões para escolherem este filme prendem-se, naturalmente, com a necessidade de pensar a situação e ponto de cidadania em que cada um de nós, por ser europeu, se encontra. Com efeito, ser europeu significa hoje ter a condição de se ser emigrante e, ou receber imigrantes. O tema ainda interessou pelo facto de cada turma ter já imigrantes ou ter familiares emigrantes. Há ainda uma terceira razão que cabe à escola explorar como forma de combater a discriminação, o racismo e a xenofobia, a saber, a de mostrar como cada um é resultado de miscigenação, quer este dado biológico e histórico seja mais ou menos consciente. Apresentar este filme poderia fazer pensar quem somos, quantos somos dentro de cada um? Os alunos criaram uma seleção de imagens do filme associadas à agenda de discussão que, paralelamente, foi sendo criada. Os pequenos pensaram a partir de frames temas como o que é ser imigrante (?); como tratar os imigrantes (?); por que razão as regras devem ser universais e sem exceções (?); o que os torna bons e o que nos torna maus(?); o que nos torna iguais e diferentes(?).
Neste caderno de síntese deixamos os contributos que conseguimos apreender e que foram registados, mesmo quando a velocidade de pensamento e vertiginosa vontade de participar dos mais pequenos, nos ultrapassou e deixou sem resposta, ou capacidade para escrever o que foi pensado e discutido. Ao profissionalismo, empenho e cuidadosa atenção com os alunos do 11.º CT2, deixo a minha gratidão e, aos mais pequenos, com quem caminho há 3 anos deixo um sorriso de alegria por vê-los pensar tão ousadamente e com razões. Pode ser que existam mais viagens pelo cinema e pelo olhar do cinema, outras razões para pensar o humano e o que nos torna mais humanos. O cinema une e as imagens libertam, como abril, leituras mil, na expressão de uma professora que muito deixou a esta escola, a professora Ruth Navas. Cinema P’ros da Casa propõe-se desenvolver, para combater o cansaço dos dias e os mecanismos da rotina que nos entregam à morte do que pode ser mais original e criativo nos processos de ensino e aprendizagem, atividades das mil e umas leituras que há no movimento das imagens e das imagens em movimento. E, porque o pensamento é imagem, deixamos-vos estas que as palavras tentam guardar na película do tempo.
Isabel Santiago, professora de Filosofia/equipa do PNC

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Dia Mundial da Filosofia 2018


Pensar a Paz e a Guerra
De forma a dar continuidade a uma experiência de celebração deste Dia Mundial, o Departamento de Filosofia do Agrupamento de Escolas Emídio Navarro, escolheu o tema Guerra e Paz. O tema foi escolhido por envolver valores em contraponto, valores que importa avaliar e explorar para um melhor entendimento do mundo em que os alunos vivem. Por outro lado, se a paz é um dos valores de referência da escola e desta em particular por ser um Centro UNESCO, a guerra não pode ser esquecida, nem podemos e não conseguimos, por muito grandes que sejam os esforços dos filósofos ao longo do tempo por enfatizar argumentativamente a importância de valores, como a tolerância e o respeito pelo outro e a sua consideração como pessoa e como ser singular e cultural, , esquecer o mal que resulta da guerra.
Este ano escolhemos o tema e também o apresentámos como tema-problema às crianças do nosso Agrupamento. A partir do belo poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paz sem Vencedor e sem Vencidos, pedimos uma reflexão sobre os dois valores: guerra e paz. Como tarefa final, pedimos que cada uma contribuísse para a construção de um poema. O resultado final é surpreendente. Os versos são da responsabilidade dos alunos de uma turma do 3.º ano, a turma A, da Escola dos Caranguejais, ou mais corretamente da Escola EB n.º 3 da Cova da Piedade. O que não é da responsabilidade dos alunos é o arranjo dos versos que se organizaram segundo um princípio de semelhança temática entre os mesmos à medida que os alunos construíam o poema em voz alta.
Ao lê-lo, não podemos deixar de sentir que há na voz do pensamento inocente aquela velha ideia da Filosofia que nos diz que o bem é inato e está no coração dos homens, que o bem está no âmago da vida e é primeiro e mais primordial do que o mal. Mas a questão que mais perturba é pensar como pode uma criança sentir isto, saber isto com o entusiasmo de um grito que não se pode silenciar, e os adultos não o gritarem nem construírem uma narrativa consistente da paz na História da Humanidade. Mais do que palavras e argumentos, e porque a poesia foi no Ocidente a primeira forma consistente de pensar e deixar um legado ao futuro, deixamos à consideração de todos e ao coração dos homens este poema realizado por crianças de 8 anos de dedo no ar como um manifesto, com a força de quem acredita que os gestos humanos podem ter uma dimensão universal.
Resposta a Sophia
Não se matem!
Não vão à guerra!
Não se tornem assassinos!
Não façam o mal!
Não usem armas!
Não façam a violência!
Não pratiquem terrorismo
Não matem e
Não culpem inocentes!
Não se destruam uns aos outros!
Não destruam os sonhos dos outros!


Na guerra há horror e morte, há escravos e império!
Há sangue!
Não há liberdade e não há justiça!


Ninguém é melhor do que ninguém!
Ajuda por isso o teu amigo e inimigo!

Façam a paz!
Façam a bondade!
Respeitem todos:
A cultura das pessoas e dos lugares!
Amem-se uns aos outros:
Espalhem carinho
Como quem espalha pólen!
Façam crescer a amizade como se faz crescer o bicho-da-seda:
Começa pequenina e acaba grande!
A paz é como a onda gigante
Que a todos acolhe no mesmo mar!
A paz liberta o nosso coração!
Construam a paz!
Esta é uma ordem para todos os homens e para todas as mulheres!
Com a paz a vida fica melhor!
A paz é a ética!

Turma A do 3.º ano
8 de novembro de 2018
A Coordenadora UNESCO
Isabel Santiago


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Divulgação da Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Mundial da Filosofia

dia mundial da filosofia 2018 ultima

A filosofia alimenta-se da necessidade que o ser humano tem de compreender o mundo que o rodeia e de identificar princípios para orientar a sua ação. Esta necessidade ancestral continua a ser premente: cerca de 3000 anos após o aparecimento desta disciplina na China, no Médio-Oriente e na Grécia Antiga, os questionamentos levantados pela filosofia não perderam em nada a sua pertinência e a sua universalidade – muito pelo contrário.
Num mundo cada vez mais complexo, onde reina a incerteza, onde as evoluções sociais e as revoluções tecnológicas confundem as referências estabelecidas, onde os desafios sociais e políticos são imensos, a filosofia continua a ser um recurso extremamente valioso. É simultaneamente um espaço de retiro e desaceleração e uma luz suscetível de nos orientar.
A filosofia ajuda-nos a superar a tirania do instante e a analisar os desafios que se nos colocam com o necessário distanciamento histórico e rigor intelectual. Dá-nos as chaves da interpretação e sintetiza, numa linguagem acessível, saberes fragmentados numa infinidade de áreas: a biologia, a genética, a informática, as ciências cognitivas, o direito, a economia, as ciências políticas… Além destes conhecimentos especializados, permite entender os desafios claramente humanos, os desafios de sentido, de norma.
A filosofia também nos ajuda a refletir, precisamente, sobre as normas que sustentam a nossa vida coletiva: ao levantar questões de justiça, de paz, de ética, de moral. Estas questões são particularmente relevantes na sociedade atual, onde os progressos alcançados no domínio da inteligência artificial parecem redefinir as fronteiras do humano.
Por fim, a filosofia implica uma abordagem e uma atitude específicas: a abertura ao diálogo e ao intercâmbio de argumentos, a predisposição para acolher o que parece estranho e diferente, a coragem intelectual de questionar os estereótipos e de desconstruir os dogmatismos.
Por todas estas razões, a filosofia é um recurso indispensável para aprendermos a viver juntos e para todas as sociedades livres e pluralistas – ou que aspiram a sê-lo.
A UNESCO, cujo mandato está em consonância com a vocação universalista da filosofia, sempre atribuiu uma atenção particular a esta disciplina. Por este motivo, a nossa Organização tem a honra de celebrar, uma vez mais, na sua Sede, em Paris, nos dias 15 e 16 de novembro, o Dia Mundial da Filosofia. Worshops, mesas redondas e conferências irão animar uma noite e dois dias excecionais durante os quais os amantes de filosofia, de todas as idades e contextos culturais, poderão explorar todo o tipo de assuntos e desfrutar do debate de ideias e da reflexão.
Neste Dia Mundial da Filosofia, que a célebre frase de Sócrates – “Só sei que nada sei” – nos incite a avançar alguns passos juntos na vertiginosa imensidão do conhecimento.

Audrey Azoulay

terça-feira, 29 de maio de 2018

Ensaio de Leitura "Os dois lados" - Filosofia para Crianças


No âmbito da leitura e tratamento dos textos de Gonçalo M. Tavares sobre o Sr. Valéry, os alunos realizaram discussões com o texto e os seus núcleos lógicos através da performance e da representação. O que sente um corpo que tem que experimentar viver de acordo com a regra do pensamento ou que o pensamento se dá a si mesmo? No final da performance o aluno deixa as questões que surgiram numa das sessões de Filosofia para crianças. Foi mais um ensaio de leitura do Centro UNESCO do AEEN- Almada.



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dia Mundial da Filosofia - Comemoração na ESEN

No passado dia 16 de Novembro comemorou-se mais um dia da Unesco dedicado à Filosofia. Com efeito, todos os anos, desde 2002, na terceira quinta-feira do mês de Novembro a data é celebrada. Este dia celebra-se porque esta organização internacional considerou pertinente sublinhar o contributo desta área do saber para a paz mundial, para o enraizamento da democracia, para a educação, para a consolidação de valores como a justiça e a tolerância a nível mundial. Ao fazê-lo, a Unesco, reconhece, por um lado a filosofia como património de saber com mais de vinte e seis séculos na cultura ocidental, como a institui, por outro lado, como uma prática que reforça e contribui para a dinâmica da democracia assente na discussão e na consolidação de valores e princípios que são o fundamento de uma educação activa e crítica que desenvolve, no espírito daqueles que a estudam, valores e princípios que os tornam cidadãos de pleno direito e conscientes do seu valor e das suas competências de cidadania.





O Departamento de Filosofia e Psicologia desenvolveu, a partir dos contributos e desafios lançados aos seus alunos, uma evocação este duplo reconhecimento da Unesco à sua disciplina e levou a cabo um conjunto de actividades exemplificativas da herança de saber e de competências da Filosofia. Assim, os alunos tanto desenvolveram actividades ligadas à competência problematizadora, interrogando pelo espaço público da Escola, como o fazem e fizeram os filósofos ao longo da sua tradição, como pensaram a tradição através do comentário crítico, elaborando textos que se mostraram tanto nos marcadores de livros, como no comentário de obras de arte paradigmáticas da tradição em que os alunos estão inseridos.
Mas não se limitaram a comemorar o dia da filosofia realizando as actividades específicas da sua maneira de operar nas aulas e mostraram uma verdadeira capacidade criativa realizando maquetes que associavam a filosofia à leitura da realidade, mostrando como o seu leque conceptual permite ler mais profundamente a realidade histórica em que estão mergulhados, como ainda representaram o texto clássico de Platão, a “Alegoria da Caverna”. Para além destas actividades, puderam pôr à prova os seus conhecimentos relacionados com o corpo teórico das suas aprendizagens e enfrentar os “enigmas” deixados no corredor dos desafios. O Departamento, considerando igualmente pertinente a partilha de pontos de vista e de competências ligadas à dissertação, convidou um conjunto de docentes universitários e do ensino secundário, para explorarem a ligação da filosofia a diferentes áreas da cidadania e da vida dos indivíduos. O painel de convidados foi constituído pelo professor doutor Manuel Sérgio, do Instituto Piaget, que dissertou sobre as relações entre filosofia e a educação física, pelo docente Carlos Amaral, da Escola Secundária da Sobreda que dissertou sobre as relações entre a filosofia e a arte e pelo docente do ensino secundário, da Escola Secundária de Cacilhas, sobre a conexão entre a filosofia e o património cultural da humanidade. A mesa foi dinamizada por um ex-professor deste Departamento, o professor Sérgio Taipas, a quem o grupo agradece e a quem ao convidá-lo, reconhece o seu enorme contributo para o ensino da filosofia na ESEN.


O Departamento de Filosofia e Psicologia agradece a participação empenhada de todos os alunos, a sua alegre responsabilidade e contributo e agradece também a boa colaboração dos restantes doentes que acompanharam os alunos ao longo do dia à apresentação quer da maleta pedagógica sobre o conhecimento científico e os seus limites, quer do powerpoint sobre os comentários às obras de arte, das maquetes, da conferência e do teatro, de todos aqueles que de uma forma espontânea partilharam o seu ponto de vista sobre o que é a filosofia?




Se a resposta a esta pergunta permanecerá ainda em aberto, a verdade é que o dia foi fechado com entusiasmo e com espírito de festa, confirmando as sábias palavras de Jankélévich para quem poderíamos viver sem poesia, sem amor, sem música e sem filosofia, mas não tão bem.

Departamento de Filosofia e Psicologia

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Dia Mundial da Filosofia

Liberdade e Diferença

Reaviva-se na ESEN, por meio de uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos, a relevância da Filosofia e o seu legado de reflexão sobre valores que são inequivocamente os valores da UNESCO. Um património é uma herança que não escolhemos e que, por ser herança, nos enriquece e nos torna responsáveis pela sua conservação e multiplicação. Ensinar é, por seu lado, o gesto cuidador de conservação e transformação do recebido em algo de diferente, ou revelador de potencialidades outras que nunca se tinham destacado no que foi herdado e conservado. Nesse sentido, o Departamento de Filosofia escolheu o tema da liberdade e da diferença para convidar os alunos a pensar e cuidar do valor destes dois valores que se impuseram como tema de uma vasta tradição que deixou vasta obra e, nalguns casos, o exemplo de vida dos seus autores em nome da defesa destes mesmos valores, pensamos por exemplo em Simone Weil que, sendo sensível às condições de trabalho dos operários se tornou ela mesma operária fabril, e Levinas que, tendo perdido família nos campos de concentração, dedicou a sua vida, como pensador, a escrever e dar conferências sobre a diferença do outro e a infinitude do seu rosto.
Infelizmente os seus gestos e os seus textos não influenciam as decisões de muitos que fazem, como o filho pródigo, e decidem sob o véu do esquecimento, ignorando esse legado e essa mais funda compreensão do significado e sentido destes valores fundamentais para o indivíduo e para o coletivo das sociedades. Decidir sob um véu de esquecimento é um ato cada vez mais intencional e mais desastroso e a paisagem humana da Europa e a iminência de um conflito nuclear a nível mundial mostram-nos como é viver sob o efeito das consequências desse esquecimento voluntário do que incomoda. Afinal, reconhecer que a liberdade pode ser o fundamento do mal e que a diferença é uma fonte de poder tão poderosa como cada um dos que se consideram iguais deve ser uma reflexão a erradicar, pois a sua consideração poderia levar o cidadão a responsabilizar o que decide mal e pelo mal. Por isso, vivemos numa sociedade em que a decisão política assenta num maniqueísmo simplista, em que o mal está nos outros de que temos que, dizem, afastar-nos, ou combater, ou isolar. Ora, o mal está em cada um porque a liberdade tem o seu fundamento no homem como tão bem lembra esse poema de Miguel Torga quando diz, liberdade que estais em mim, santificado seja o vosso nome… Por outro lado, ostracizar o estrangeiro, diminui-lo na sua condição é continuar a esquecer a importância do outro e o modo como o outro, o diferente, foi fundamental para a Europa se reconhecer a si mesma e criar a sua identidade cultural. Como entender a diferença? Como uma ameaça, como um desafio humano? Humanamente, diferença é um desafio e potencializadora de encontros que alargam o tecido da nossa identidade que deve ser construção permanente, deve ser ipseidade, movimento que se faz e tece no devir e na abertura ao outro que há em nós e ao outro que vem de encontro a nós. Quando ela é redutora e propositadamente lida como ameaça, ela rotunda em etnocentrismos, racismos e relativismos problemáticos e intolerantes.
Diante da herança que torna o homem consciente de si e do mundo e da decisão política, e o homem é livre na pólis, como lembra Hannah Arendt, o aluno que é sempre cidadão e pertence à pólis, deve discutir valores, porque sem valores não há regras nem normas enraizadas ou fundadoras de um viver comum. Parafraseando Kant dir-se-ia que normas sem valores são vazias. A norma faz sentido quando ela traduz um ideal, um bem maior de realização continuada e promotora de sentido e de sensibilização. E a sensibilização para as diferenças já não é apenas uma necessidade, é uma urgência.
Neste dia, diante dos trabalhos dos nossos alunos gostaríamos de pensar que a sua obra em torno destes dois valores, liberdade e diferença, é um ato político tal como ele deve ser entendido, como uma interferência na consciência crítica daqueles que vão receber esta herança e percebem, pelo conhecimento da mesma, que a decisão não pode assentar no esquecimento mas na memória do que somos e do que foi pensado, para não chegarmos ao fim sem nada e tornando o mundo em nada.
Porque acreditamos que ensinar é enriquecer espiritualmente os alunos, acreditamos que a celebração deste dia, mais uma vez neste Centro UNESCO, é uma forma de credibilizar valores e reafirmar a nossa esperança nessa imensa arca de Noé com que a Filosofia oferece a cada geração a possibilidade de continuar o mundo no meio do ruído da ignorância e do esquecimento. O CENTRO UNESCO agradece ao Departamento de Filosofia as iniciativas e aos alunos em particular o seu renovado interesse e dinamismo reflexivo.
A Coordenadora do Centro UNESCO
Isabel Santiago

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Apresentação de Kiarostami



A sessão decorreu no dia 16 de janeiro, no auditóro da ESEN e contou com a presença dos pais e encarregados de educação e da coordenadora nacional do Plano Nacional de Cinema, Elsa Mendes.





Onde Fica a Casa do Meu Amigo?, filme de 1984 foi trabalhado pelos alunos do 10.º CT2, no decorrer do ano letivo 2015-2016 sob proposta da docente Isabel Santiago, responsável pela disciplina de Filosofia.
Os alunos tiveram que trabalhar o filme sob quatro perspetivas diferentes, fazendo incidir a sua análise nos 15 minutos em que uma criança deambula, com um velho, numa labiríntica aldeia.



Nesta sessão foi feita a apresentação e explicação do processo que os conduziu à comunicação das diferentes etapas do trabalho e à explicação das múltiplas leituras que a obra suscitou.



Os materiais  encontram-se em exposição na biblioteca escolar da ESEN.

sábado, 19 de novembro de 2016

Comemoração do Dia Internacional da Filosofia

Caros e caras colegas
Hoje, dia 17 de novembro,  o Departamento de Filosofia do nosso Agrupamento celebrou mais um Dia UNESCO – O Dia Internacional da Filosofia. Entre as múltiplas iniciativas, o Departamento contou com a participação do Centro UNESCO de Paremiologia, dedicado ao estudo e divulgação dos provérbios. Os coordenadores do Centro ofereceram alguns livros sobre o assunto, que serão brevemente colocados na estante “UNESCO” da biblioteca da ESEN. Deixamos aqui os títulos dos mesmos: Pensar Provérbios – Exercitar a PalavraProvérbios de Aperitivo, Desporto, jogos e provérbios: um Património ComumAgenda Proverbial; O Saber das Abelhas e o Sabor do Mel: ProvérbiosDo Ano ao Santo tudo é encanto – Ditos populares ao longo do anoPasseio Cultural na PrimaveraPasseio Cultural no Outono10º Colóquio Interdisciplinar sobre ProvérbiosOs Provérbios na Caça e na Pesca. Finalmente, um livro em inglês: Mr. Elephant`s Disappointement and other stories.
Aproveitamos, igualmente, para publicar a mensagem da Diretora Geral da UNESCO e congratular o Departamento  pela excelente iniciativa, a qual já foi comunicada à Comissão Nacional, bem como à Federação Portuguesa dos Centros e Clubes UNESCO.
Rute Navas (Coord.  Centro UNESCO Ciência, Arte e Engenho – Agrupamento de Escolas Emídio Navarro)

Mensagem da Diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião do Dia Mundial da Filosofia
17 de novembro de 2016
Este ano celebramos o Dia Mundial da Filosofia imediatamente a seguir ao Dia Internacional para a Tolerância. Esta coincidência é profundamente significativa, dada a ligação entre a tolerância e a filosofia. A filosofia alimenta-se do respeito e da consideração pela diversidade de opiniões, pensamentos e culturas que enriquecem a forma como nós vivemos neste mundo. Tal como a tolerância, a filosofia é uma forma de convivência dentro do respeito pelos direitos e valores comuns. Representa também uma capacidade para ver o mundo através de um olhar crítico, consciente dos pontos de vista dos outros, fortalecida pela liberdade de pensamento, de consciência e de crenças.
Por todas estas razões, a filosofia é mais do que uma disciplina académica: é uma prática quotidiana que ajuda a viver melhor e de forma mais humana. O questionamento filosófico aprende-se e aperfeiçoa-se desde a infância como uma chave essencial para estimular o debate público e defendendo o humanismo, que padece da violência e das tensões do mundo. Esse questionamento não oferece nenhuma solução predeterminada, mas sim uma perpétua busca do questionamento do mundo e visando procurar encontrar o nosso lugar nele. Nesse caminho, a tolerância é tanto uma virtude moral como uma ferramenta prática de diálogo. A tolerância não tem nada a ver com um relativismo ingénuo segundo o qual tudo equivale ao mesmo: trata-se de uma exigência individual de escutar, ainda mais forte, pois é fundamentada no compromisso decidido de defesa dos princípios universais de dignidade e liberdade. Este ano, a UNESCO celebra os aniversários de dois eminentes filósofos, Aristóteles e Leibniz, que contribuíram para o desenvolvimento da metafisica e da ciência, da lógica e da ética. Com vários séculos de diferença e em contextos culturais muito distintos, ambos colocaram a filosofia no centro da vida pública, como um elemento central de uma vida digna e livre. Celebremos também esse espírito, e ousemos abrir espaços para o pensamento livre, aberto e tolerante. Na base deste diálogo, poderemos então construir uma cooperação mais forte entre os cidadãos, as sociedades e os Estados, numa fundação duradoura para a paz. 
Irina Bokova

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Prémio do Ensaio em Ética e Filosofia

MAIS UM PRÉMIO NACIONAL PARA O AEEN!
A APEFP – Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática vem por este meio informar e congratular o Sr. Diretor que:
O Júri da III Edição do Prémio do Ensaio em Ética e Filosofia já deliberou, de acordo com critérios estabelecidos e objetivos, os premiados deste ano.
O número de ensaios recebidos triplicou o número da edição anterior e na sua maioria ensaios de qualidade, o que tornou a tarefa do Júri mais complicada.
No entanto estão encontrados os Premiados, tendo o Júri considerado o Ensaio do Vosso Agrupamento que remetemos em anexo como tendo sido Premiado com a MENÇÃO HONROSA (2.º lugar) a nível nacional o aluno o João Francisco Gonçalves do 11.º CT3.
A entrega do prémio vai ter lugar no dia 31 de maio, pelas 18h e 30m, no auditório da ESEN, numa cerimónia para a qual estão todos convidados para apoiar o aluno que terá que discursar perante os representantes na APEFP e demais entidades e da Direção do Agrupamento e da Câmara Municipal de Almada.

A Direção têm muito orgulho em ter alunos dedicados como tu!
Texto enviado pela professora Isabel Santiago

terça-feira, 8 de março de 2016

Sessão "O cinema está à tua espera"

Recensão sobre o filme, Tabu, de Miguel, Gomes, realizada pelo aluno João Gonçalves do 11.º CT3, no âmbito da disciplina de Filosofia, após a participação numa das sessões na Cinemateca.

sexta-feira, 13 de março de 2015