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quinta-feira, 8 de março de 2018

Ensaios de Leitura





As atividades, em torno da leitura e ensaio de leitura de Fernando Pessoa ortónimo e heterónimo, promovidas pelo conjunto de professoras do grupo disciplinar de Português no dia 8 de março, dia do nascimento dos poetas no poeta merecem algumas palavras por parte da coordenadora da UNESCO.







A primeira dessas palavras é de agradecimento para com os que desenvolvem na escola atividades que implicam leitura e a partir dela imaginam um caminho de apropriação original que passa por fazer e estabelecer o que Maria Gabriela Llansol chamou «drama-poesia». Esse caminho ousado, de criar passagens entre géneros e criar movimentos de leitura apropriativa mais ativa do que meramente passiva, não podem não ser destacados depois do que se passou no dia 8 de março. Estendendo-se, desta forma, o agradecimento, aos alunos que disseram «sim» e tornaram esse assentimento uma presença que mudou a face de um dia normal de aulas na escola.

A segunda dessas palavras é de contentamento: as atividades do Centro UNESCO são as atividades dos docentes e dos alunos. O que se passou neste dia, com a apresentação nas salas de aula do drama pessoano ou com a exposição de vídeos e trabalhos dos alunos de 12.º ano, não pode deixar de impressionar positivamente os que trabalham, ensinando, os que aprendem e os que visitam a nossa escola. Se a frase já não tivesse um sentido esgotado, poderíamos dizer que a «poesia saiu à rua. Mas provavelmente aconteceu aqui algo de maior: ela tornou-se o que entrou no interior dos que vivem nesta comunidade, como se fosse e pudesse ser o que de facto também é, um respirar comum da humanidade que pensa a vida com o ritmo da palavra que desvela o mais fundo do humano. Neste sentido, toda a poesia é património da humanidade e ela deve invadir o mundo como se o mundo humano tivesse nela a sua mais funda possibilidade de ser dito. Se para Galileu a natureza estava escrita em linguagem matemática, a natureza humana pode ser entendida na linguagem da poesia. Assim o foi desde o início em todo a cultura e em todas as grandes civilizações.
O que aconteceu na escola neste dia é paradigmático do que está plasmado no perfil do aluno e mais ainda: foi a ritualização de um ato cultural e civilizacional que começa a ser raro assistir. Num tempo em que negamos pela sua inutilidade tudo o que fomos e somos, este dia foi o elogio da inutilidade que redime o homem de tudo o que consome e nos consome.

A terceira e última dessas palavras é de alegria. Apoiar uma atividade com esta dimensão, visibilidade e qualidade, no mês dos livros e com uma leitura de Fernando Pessoa, não podia senão deixar-me cheia de alegria pelo trabalho das colegas, dos alunos que continuam a fazer da escola o lugar humano de ensaio do sentido da vida.
Se a poesia é bela, esta atividade não o foi menos. Obrigada às colegas que tornaram este dia uma apologia da poesia, da beleza e interromperam a indiferenciação dos dias que cansam com a diferença que salva.
Centro UNESCO
Isabel Santiago

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Dia Mundial dos Direitos Do Homem e do Cidadão - Direito à Educação

Em 2013 Byung-Chul Han, na obra No Enxame, escreveu a abrir este seu ensaio que «respeito» significa «olhar para trás» - diz sobre isto, peremptoriamente, que uma sociedade sem respeito, sem o pathos da distância, desemboca numa sociedade do escândalo – nós dizemos que no Dia Mundial dos Direitos do Homem e do Cidadão, é preciso respeito pelos mesmos em geral e pelo direito à educação, em particular (art.º 26.º).

Com efeito, quando pensamos nos Direitos do Homem e do Cidadão estamos diante de um acervo de artigos que dão corpo a uma lei que nos merecem respeito porque, em primeiro lugar, para os pensarmos precisamos de saber que o seu valor não se esgota no imediatismo que domina o voyeurismo do presente e da História. Cada instante é um desenrolar consequente do passado que é pertença comum. Assim, houve um momento em que os direitos inalienáveis do cidadão foram tornados matéria respeitável para nos garantir não só o seu cumprimento, como para tornar respeitável o que eles garantiram à geração atual e permitem assegurar às futuras. No passado que os instituiu, 1948, na versão que deles temos, eles ofereciam-se como naturais. Os homens tinham que reaver aquilo que o escândalo da Guerra tinha interrompido e que pareciam conquistas consecutivas desde a Revolução Francesa. Quando se deixou de olhar para esses direitos que garantem a humanidade, a igualdade de oportunidades e a liberdade, os Homens tornaram-nos, com a força da Lei, matéria respeitável pelo seu valor e pelos valores que eles contemplam e matéria respeitável pela coacção que toda a normal formal encerra. Respeitá-los, a partir de 1948, parece ser até uma obrigação natural como se, a par dos direitos naturais, se impusessem as obrigações naturais. Direitos que exigem deveres de salvaguardarmos, em herança irredutível do humano,  uma matéria natural e legal, que nenhum de nós alguma vez devesse ousar macular pelo esquecimento e pela violação. O que o documento, património imaterial da humanidade, nos lega é essa obrigação de não esquecermos o dever de tornar tangíveis os valores que cada direito relembra como marca do humano. Quando aceitamos, no silêncio ou na indiferença, a sua violação, ou a sua irrealização, aceitamos o escândalo de não respeitarmos o Homem e a memória que a Declaração dele faz e o que a ele pertence enquanto ser histórico, com passado e com promessa de futuro.
 O Departamento de Ciências Sociais e Humanas, no dia 10 de dezembro, relembra estes bens naturais a que chamamos direitos, desenvolvendo um conjunto de iniciativas que pretendem levar mais longe a sensibilização e a consciencialização para o direito à educação junto dos alunos do 5.º ao 12.º ano. Fá-lo a partir de vários materiais nos quais se incluem recursos que nos dão conta das dificuldades que afetam as crianças do mundo que não podem estudar, porque o caminho geográfico é árduo, ou o caminho sociopolítico o dificulta. Fornece dados da UNESCO para refletir sobre a importância da educação para a humanidade e para a igualdade, para a dignidade e para a transformação do mundo e do tempo. Com este intuito, convidará os alunos a pensar sobre o papel da educação para que pensem o seu valor para os que a ela não têm acesso e para aprenderem a respeitar – na distância que é sempre a reflexão – como um dom a que recebem. Espera o Departamento levar os alunos a assumirem que a educação é um bem natural, ou seja um bem que como a vida, a liberdade, a igualdade, não lhes pode ser tirada e os torna humanos, os humaniza.
Como este exercício se traduz em texto, o mesmo vai ser exposto na árvore, símbolo da vida e do que renasce, nos ciclos do tempo, cujas folhas que o jardim do pensamento consente, exploram essa importância. Haverá outras reflexões a partir do cinema e de uma curta-metragem incluída no Plano Nacional de Cinema- Rhoma Acans - que é, como sabemos, um programa que torna a imagem num vasto património que educa e facilita a educação, e reorienta o olhar dos alunos para essas paisagens que com o olhar do realizador se tornam paisagens onde, como humanos, nos colocamos no lugar do outro. Se há dia UNESCO em que esse exercício ético nos é proposto é este. O dia em que cada um deve sentir que poderia ser qualquer um dos outros. A Coordenadora agradece a todos os professores que neste dia tornam a sua ação um direito garantido: educar.

A Coordenadora do Centro UNESCO
Isabel Santiago

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dia Mundial da Filosofia - Comemoração na ESEN

No passado dia 16 de Novembro comemorou-se mais um dia da Unesco dedicado à Filosofia. Com efeito, todos os anos, desde 2002, na terceira quinta-feira do mês de Novembro a data é celebrada. Este dia celebra-se porque esta organização internacional considerou pertinente sublinhar o contributo desta área do saber para a paz mundial, para o enraizamento da democracia, para a educação, para a consolidação de valores como a justiça e a tolerância a nível mundial. Ao fazê-lo, a Unesco, reconhece, por um lado a filosofia como património de saber com mais de vinte e seis séculos na cultura ocidental, como a institui, por outro lado, como uma prática que reforça e contribui para a dinâmica da democracia assente na discussão e na consolidação de valores e princípios que são o fundamento de uma educação activa e crítica que desenvolve, no espírito daqueles que a estudam, valores e princípios que os tornam cidadãos de pleno direito e conscientes do seu valor e das suas competências de cidadania.





O Departamento de Filosofia e Psicologia desenvolveu, a partir dos contributos e desafios lançados aos seus alunos, uma evocação este duplo reconhecimento da Unesco à sua disciplina e levou a cabo um conjunto de actividades exemplificativas da herança de saber e de competências da Filosofia. Assim, os alunos tanto desenvolveram actividades ligadas à competência problematizadora, interrogando pelo espaço público da Escola, como o fazem e fizeram os filósofos ao longo da sua tradição, como pensaram a tradição através do comentário crítico, elaborando textos que se mostraram tanto nos marcadores de livros, como no comentário de obras de arte paradigmáticas da tradição em que os alunos estão inseridos.
Mas não se limitaram a comemorar o dia da filosofia realizando as actividades específicas da sua maneira de operar nas aulas e mostraram uma verdadeira capacidade criativa realizando maquetes que associavam a filosofia à leitura da realidade, mostrando como o seu leque conceptual permite ler mais profundamente a realidade histórica em que estão mergulhados, como ainda representaram o texto clássico de Platão, a “Alegoria da Caverna”. Para além destas actividades, puderam pôr à prova os seus conhecimentos relacionados com o corpo teórico das suas aprendizagens e enfrentar os “enigmas” deixados no corredor dos desafios. O Departamento, considerando igualmente pertinente a partilha de pontos de vista e de competências ligadas à dissertação, convidou um conjunto de docentes universitários e do ensino secundário, para explorarem a ligação da filosofia a diferentes áreas da cidadania e da vida dos indivíduos. O painel de convidados foi constituído pelo professor doutor Manuel Sérgio, do Instituto Piaget, que dissertou sobre as relações entre filosofia e a educação física, pelo docente Carlos Amaral, da Escola Secundária da Sobreda que dissertou sobre as relações entre a filosofia e a arte e pelo docente do ensino secundário, da Escola Secundária de Cacilhas, sobre a conexão entre a filosofia e o património cultural da humanidade. A mesa foi dinamizada por um ex-professor deste Departamento, o professor Sérgio Taipas, a quem o grupo agradece e a quem ao convidá-lo, reconhece o seu enorme contributo para o ensino da filosofia na ESEN.


O Departamento de Filosofia e Psicologia agradece a participação empenhada de todos os alunos, a sua alegre responsabilidade e contributo e agradece também a boa colaboração dos restantes doentes que acompanharam os alunos ao longo do dia à apresentação quer da maleta pedagógica sobre o conhecimento científico e os seus limites, quer do powerpoint sobre os comentários às obras de arte, das maquetes, da conferência e do teatro, de todos aqueles que de uma forma espontânea partilharam o seu ponto de vista sobre o que é a filosofia?




Se a resposta a esta pergunta permanecerá ainda em aberto, a verdade é que o dia foi fechado com entusiasmo e com espírito de festa, confirmando as sábias palavras de Jankélévich para quem poderíamos viver sem poesia, sem amor, sem música e sem filosofia, mas não tão bem.

Departamento de Filosofia e Psicologia

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Dia Mundial da Filosofia

Liberdade e Diferença

Reaviva-se na ESEN, por meio de uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos, a relevância da Filosofia e o seu legado de reflexão sobre valores que são inequivocamente os valores da UNESCO. Um património é uma herança que não escolhemos e que, por ser herança, nos enriquece e nos torna responsáveis pela sua conservação e multiplicação. Ensinar é, por seu lado, o gesto cuidador de conservação e transformação do recebido em algo de diferente, ou revelador de potencialidades outras que nunca se tinham destacado no que foi herdado e conservado. Nesse sentido, o Departamento de Filosofia escolheu o tema da liberdade e da diferença para convidar os alunos a pensar e cuidar do valor destes dois valores que se impuseram como tema de uma vasta tradição que deixou vasta obra e, nalguns casos, o exemplo de vida dos seus autores em nome da defesa destes mesmos valores, pensamos por exemplo em Simone Weil que, sendo sensível às condições de trabalho dos operários se tornou ela mesma operária fabril, e Levinas que, tendo perdido família nos campos de concentração, dedicou a sua vida, como pensador, a escrever e dar conferências sobre a diferença do outro e a infinitude do seu rosto.
Infelizmente os seus gestos e os seus textos não influenciam as decisões de muitos que fazem, como o filho pródigo, e decidem sob o véu do esquecimento, ignorando esse legado e essa mais funda compreensão do significado e sentido destes valores fundamentais para o indivíduo e para o coletivo das sociedades. Decidir sob um véu de esquecimento é um ato cada vez mais intencional e mais desastroso e a paisagem humana da Europa e a iminência de um conflito nuclear a nível mundial mostram-nos como é viver sob o efeito das consequências desse esquecimento voluntário do que incomoda. Afinal, reconhecer que a liberdade pode ser o fundamento do mal e que a diferença é uma fonte de poder tão poderosa como cada um dos que se consideram iguais deve ser uma reflexão a erradicar, pois a sua consideração poderia levar o cidadão a responsabilizar o que decide mal e pelo mal. Por isso, vivemos numa sociedade em que a decisão política assenta num maniqueísmo simplista, em que o mal está nos outros de que temos que, dizem, afastar-nos, ou combater, ou isolar. Ora, o mal está em cada um porque a liberdade tem o seu fundamento no homem como tão bem lembra esse poema de Miguel Torga quando diz, liberdade que estais em mim, santificado seja o vosso nome… Por outro lado, ostracizar o estrangeiro, diminui-lo na sua condição é continuar a esquecer a importância do outro e o modo como o outro, o diferente, foi fundamental para a Europa se reconhecer a si mesma e criar a sua identidade cultural. Como entender a diferença? Como uma ameaça, como um desafio humano? Humanamente, diferença é um desafio e potencializadora de encontros que alargam o tecido da nossa identidade que deve ser construção permanente, deve ser ipseidade, movimento que se faz e tece no devir e na abertura ao outro que há em nós e ao outro que vem de encontro a nós. Quando ela é redutora e propositadamente lida como ameaça, ela rotunda em etnocentrismos, racismos e relativismos problemáticos e intolerantes.
Diante da herança que torna o homem consciente de si e do mundo e da decisão política, e o homem é livre na pólis, como lembra Hannah Arendt, o aluno que é sempre cidadão e pertence à pólis, deve discutir valores, porque sem valores não há regras nem normas enraizadas ou fundadoras de um viver comum. Parafraseando Kant dir-se-ia que normas sem valores são vazias. A norma faz sentido quando ela traduz um ideal, um bem maior de realização continuada e promotora de sentido e de sensibilização. E a sensibilização para as diferenças já não é apenas uma necessidade, é uma urgência.
Neste dia, diante dos trabalhos dos nossos alunos gostaríamos de pensar que a sua obra em torno destes dois valores, liberdade e diferença, é um ato político tal como ele deve ser entendido, como uma interferência na consciência crítica daqueles que vão receber esta herança e percebem, pelo conhecimento da mesma, que a decisão não pode assentar no esquecimento mas na memória do que somos e do que foi pensado, para não chegarmos ao fim sem nada e tornando o mundo em nada.
Porque acreditamos que ensinar é enriquecer espiritualmente os alunos, acreditamos que a celebração deste dia, mais uma vez neste Centro UNESCO, é uma forma de credibilizar valores e reafirmar a nossa esperança nessa imensa arca de Noé com que a Filosofia oferece a cada geração a possibilidade de continuar o mundo no meio do ruído da ignorância e do esquecimento. O CENTRO UNESCO agradece ao Departamento de Filosofia as iniciativas e aos alunos em particular o seu renovado interesse e dinamismo reflexivo.
A Coordenadora do Centro UNESCO
Isabel Santiago

sábado, 10 de dezembro de 2016

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos - ES Emído Navarro



Comemora-se, neste dia, 10 de dezembro, a data em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se enumerava os direitos básicos que devem assistir a todos/as os/as cidadãos/ãs.


A data visa homenagear o empenho e dedicação de todas as pessoas que defendem os direitos humanos e colocar um ponto final em todos os tipos de discriminação, promovendo a igualdade entre todos/as os/as cidadãos/ãs.






Exposição  Vozes pelo Direitos
Propostas para um mundo mais sustentável


Alunos e professores das OFERTAS COMPLEMENTARES - 7.º aos 9.º anos





Apoio da biblioteca escolar e dos pais e encarregados de educação

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos - EB D. António da Costa

                           DIA 10 de DEZEMBRO - DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS
EXPOSIÇÃO
Os alunos e professores das OFERTAS COMPLEMENTARES, dos 5º aos 9º anos, apoiados pela biblioteca escolar e pelos pais, participam nesta data comemorativa com propostas para um mundo mais sustentável.  Sugerimos como ponto de encontro a Escola Básica D. António da Costa para conhecerem esta admirável exposição repleta de Árvores da Vida!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Mensagem da Diretora Geral da UNESCO
por ocasião do 
Dia Internacionalpara a Eliminação da Violência contra as Mulheres
A segurança das mulheres perante as alterações climáticas
25 de novembro de 2016

A violência contra as mulheres constitui uma grave violação dos direitos humanos fundamentais e uma ameaça para milhões de raparigas e de mulheres em todo o mundo. Ao longo da sua vida, pelo menos uma em cada três mulheres foi espancada, obrigada a ter relações sexuais ou vítima de outro tipo de maus-tratos. Sociedades inteiras são afetadas pela violência, que pode ser física, sexual (assédio sexual, coerção ou discriminação) ou psicológica (violências verbais ou psicológicas tais como o assédio moral ou o ostracismo).
Neste Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a UNESCO chama a atenção para as alterações climáticas e a escassez dos recursos enquanto fatores de violência contra as mulheres – em casa, na rua ou em caso de desastre natural causado pelo clima.
As alterações climáticas multiplicam as ameaças: podem acentuar os fenómenos de migração e de deslocação das populações, e causar más colheitas ou inundações, com graves repercussões sobre as famílias e os meios de subsistência. Vários estudos mostram que as mulheres são responsáveis por 65% da produção alimentar doméstica na Ásia, 75% na África Subsaariana e 45% na América Latina. Os papéis tradicionalmente desempenhados pelas mulheres são frequentemente aqueles que as expõem aos riscos decorrentes das alterações climáticas, tornando-as vulneráveis à violência enquanto percorrem todos os dias dezenas de quilómetros para assegurar o aprovisionamento em alimentos, água e lenha, ou quando se encontram deslocadas ou em situação de precaridade após um desastre natural. A perda dos meios de subsistência e a pobreza também podem agravar a violência doméstica devido às
pressões económicas e fazer perdurar práticas como a mutilação genital feminina e o casamento das crianças.
A UNESCO envida esforços em todos os setores para reforçar a resiliência face às alterações climáticas, integrando as questões de género em todas as suas ações. Através de numerosas parcerias e iniciativas, a UNESCO promove a ideia de que as mulheres e as raparigas são fundamentais na luta contra as alterações climáticas, nomeadamente no que respeita à gestão dos recursos hídricos e à preparação para os riscos de desastre.
Sabemos que as emissões de gases com efeito de estufa têm consequências nefastas para o planeta. Também temos que reconhecer que as alterações climáticas têm um impacto sobre a vida das raparigas e das mulheres em todo o mundo. No momento em que assistimos à entrada em vigor do Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas, e com vista ao êxito da COP-22 que vai ter lugar em Marraquexe, não devemos esquecer metade da população mundial e o imenso potencial que ela representa. As mulheres devem estar no cerne de todas as soluções para fazer frente às alterações climáticas.
Irina Bokova

sábado, 19 de novembro de 2016

Comemoração do Dia Internacional da Filosofia

Caros e caras colegas
Hoje, dia 17 de novembro,  o Departamento de Filosofia do nosso Agrupamento celebrou mais um Dia UNESCO – O Dia Internacional da Filosofia. Entre as múltiplas iniciativas, o Departamento contou com a participação do Centro UNESCO de Paremiologia, dedicado ao estudo e divulgação dos provérbios. Os coordenadores do Centro ofereceram alguns livros sobre o assunto, que serão brevemente colocados na estante “UNESCO” da biblioteca da ESEN. Deixamos aqui os títulos dos mesmos: Pensar Provérbios – Exercitar a PalavraProvérbios de Aperitivo, Desporto, jogos e provérbios: um Património ComumAgenda Proverbial; O Saber das Abelhas e o Sabor do Mel: ProvérbiosDo Ano ao Santo tudo é encanto – Ditos populares ao longo do anoPasseio Cultural na PrimaveraPasseio Cultural no Outono10º Colóquio Interdisciplinar sobre ProvérbiosOs Provérbios na Caça e na Pesca. Finalmente, um livro em inglês: Mr. Elephant`s Disappointement and other stories.
Aproveitamos, igualmente, para publicar a mensagem da Diretora Geral da UNESCO e congratular o Departamento  pela excelente iniciativa, a qual já foi comunicada à Comissão Nacional, bem como à Federação Portuguesa dos Centros e Clubes UNESCO.
Rute Navas (Coord.  Centro UNESCO Ciência, Arte e Engenho – Agrupamento de Escolas Emídio Navarro)

Mensagem da Diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião do Dia Mundial da Filosofia
17 de novembro de 2016
Este ano celebramos o Dia Mundial da Filosofia imediatamente a seguir ao Dia Internacional para a Tolerância. Esta coincidência é profundamente significativa, dada a ligação entre a tolerância e a filosofia. A filosofia alimenta-se do respeito e da consideração pela diversidade de opiniões, pensamentos e culturas que enriquecem a forma como nós vivemos neste mundo. Tal como a tolerância, a filosofia é uma forma de convivência dentro do respeito pelos direitos e valores comuns. Representa também uma capacidade para ver o mundo através de um olhar crítico, consciente dos pontos de vista dos outros, fortalecida pela liberdade de pensamento, de consciência e de crenças.
Por todas estas razões, a filosofia é mais do que uma disciplina académica: é uma prática quotidiana que ajuda a viver melhor e de forma mais humana. O questionamento filosófico aprende-se e aperfeiçoa-se desde a infância como uma chave essencial para estimular o debate público e defendendo o humanismo, que padece da violência e das tensões do mundo. Esse questionamento não oferece nenhuma solução predeterminada, mas sim uma perpétua busca do questionamento do mundo e visando procurar encontrar o nosso lugar nele. Nesse caminho, a tolerância é tanto uma virtude moral como uma ferramenta prática de diálogo. A tolerância não tem nada a ver com um relativismo ingénuo segundo o qual tudo equivale ao mesmo: trata-se de uma exigência individual de escutar, ainda mais forte, pois é fundamentada no compromisso decidido de defesa dos princípios universais de dignidade e liberdade. Este ano, a UNESCO celebra os aniversários de dois eminentes filósofos, Aristóteles e Leibniz, que contribuíram para o desenvolvimento da metafisica e da ciência, da lógica e da ética. Com vários séculos de diferença e em contextos culturais muito distintos, ambos colocaram a filosofia no centro da vida pública, como um elemento central de uma vida digna e livre. Celebremos também esse espírito, e ousemos abrir espaços para o pensamento livre, aberto e tolerante. Na base deste diálogo, poderemos então construir uma cooperação mais forte entre os cidadãos, as sociedades e os Estados, numa fundação duradoura para a paz. 
Irina Bokova

terça-feira, 10 de maio de 2016

Boletim Cine 2016 - Filmes em Movimento

Trata-se de uma iniciativa dos professores e alunos das Ofertas Complementares dos 2.º e 3.º
ciclos onde se abordam as temáticas da cidadania a partir do texto fílmico.
A publicação do Boletim CINE 2016, na primeira semana do mês de maio, realça igualmente a
importância da mensagem de Irina Bokova, Diretora geral da UNESCO, por ocasião do Dia
mundial da liberdade de imprensa - 3 de maio de 2016.
"O acesso à informação é uma liberdade fundamental que resulta do direito universal à
liberdade de expressão. Receber e difundir informação on-line e off-line constitui a pedra
angular da democracia, da boa governação e do estado de direito."

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Comemoração do Dia Mundial da Água









Exposição patente no espaço polivalente da EB D. António da Costa com trablhos realizados pelos alunos sobre a temática "Água".







quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Exposição Virtual - Os Direitos Humanos uma Cidadania Participada

A exposição virtual pode ser visionada, nos dias 10 e 11 de dezembro, nas bibliotecas escolares da EB D. António da Costa e da  ES Emídio Navarro.
Nela apresenta-se um conjunto de trabalhos dos alunos dos 2.º e  3.º ciclos do agrupamento.
Cada ano de escolaridade aborda os DIREITOS HUMANOS sob o ponto de vista de um tema selecionado:
Educação para a Igualdade de Género (5.º ano)
Educação para o Património (6.º ano)
Educação para o Ambiente Sustentável (7.º ano)
Educação Intercultural (8.º ano)
Educação Financeira (9.º ano)


A seleção das diferentes produções teve em conta as temáticas da cidadania desenvolvidas pelos professores das Ofertas Complementares, implementadas no início do ano letivo 2015-2016.






Os professores das Ofertas Complementares
A equipa do Centro UNESCO Ciência, Arte e Engenho

A equipa das Bibliotecas Escolares

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos

Exposição patente na sala polivalente da EB D. António da Costa


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Exposição "Celebrar a Vitória Defender a Paz"




No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, convidamo-vos para uma visita a esta exposição, cedida pela Biblioteca Municipal de Almada, que estará patente, no átrio da ES Emídio Navarro, de 7 a 11 de dezembro.







A exposição contou com o contributo dos alunos que nos deixam os seus testemunhos sobre os Direitos Humanos, elaborados no âmbito das disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Economia.




Estarão ainda expostos alguns trabalhos de alunos desenvolvidos na disciplina de Oferta Complementar.




As equipas da Biblioteca Escolar e do Centro UNESCO

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Comemoração do 25 de abril na EB D. António da Costa

Mais um 25 de abril …  e mais um ano de participação da comunidade escolar, com trabalhos feitos pelos alunos e famílias.

A escola fica vermelha e em flor.
Grupo de HGP do 2º ciclo

Exposição no polivalente da EB D. António da Costa


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Tocha da Liberdade

Para as Comemorações dos 70 anos do final da 2ª Guerra Mundial,  o Centro UNESCO, Ciência, Arte e Engenho - Agrupamento de Escolas Emídio Navarro,  solidariza-se com a iniciativa da Câmara Municipal de Almada, que se associou a um conjunto alargado de outras iniciativas europeias coordenadas pela URAP - FIR (Federação Internacional de Resistentes).
Saiba mais...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Comemoração do Dia Mundial da Liberdade


O Dia Mundial da Liberdade celebra-se a 23 de janeiro. 



Na EB D. António da Costa assinalou-se a data com a realização de uma exposição e de uma palestra  que contou com a presença de convidados da comunidade educativa.

Palestra “ Porque Pirilampiscam os Pirilampos







No âmbito do Ano Internacional da Luz, no dia 27 de janeiro, irá decorrer no Auditório da ESEN, a palestra “ Porque Pirilampiscam os Pirilampos - E Muitas outras Perguntas Luminosas Sobre Química” com o Prof. João Paiva da FCUP.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Abertura do Ano Internacional da Luz

Dia 20 de janeiro -  O Departamento de Mecânica promove um evento para a abertura do ANO INTERNACIONAL DA LUZ
O projeto Qualidade de Vida e Sustentabilidade também participa!!!

O Departamento de Mecânica vai dar o seu contributo para o "Ano Internacional da Luz". Assim, no dia 20 de janeiro( 3ª feira) entre as 10:00 e as 15:00H , na ESEN vai haver na sala C0.10 uma mostra sobre o tema que engloba um pequeno apontamento científico, evolução da aplicação da luz, vídeo de dança e luz e vídeo de som e luz.





O projeto Qualidade de Vida e Sustentabilidade, no mesmo dia, também irá participar nesta iniciativa com a dinamização de uma sessão sobre a importância da luz e da reciclagem das lâmpadas .

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

2015 Ano Internacional da Luz

Nos dias 19 e 20 de janeiro, entre as 18h e as 20h, o Agrupamento assinalará a abertura do Ano Internacional da Luz, com uma projeção de imagens para o exterior, na zona envidraçada (cotovelo) da Escola Secundária Emídio Navarro. 
Esta atividade é organizada pelo grupo disciplinar de Físico-Química  e tem a colaboração do professor António Sales.