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sábado, 2 de maio de 2020

Divulgação da Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa


3 de maio de 2020
Dia Mundial da Liberdade de Imprensa


Mensagem de Audrey Azoulay
 Diretora-Geral da UNESCO

Num momento em que a pandemia de COVID-19 nos faz mergulhar na ansiedade e na incerteza, a informação livre é essencial para enfrentarmos, compreendermos e ultrapassarmos a crise .

Antes de mais, estamos conscientes da sua importância vital: informar é dar a todos e a cada um, meios para combater a doença, adotando os comportamentos adequados.

Por este motivo, a nossa Organização associou-se à restante família das Nações Unidas na luta contra a "infodemia", os rumores e a desinformação, que está a agravar a pandemia e a pôr vidas em risco. Estamos a unir as nossas forças para promover duas grandes campanhas nas redes sociais: “Together for Facts, Science and Solidarity” e “Don’t go viral”.

Para multiplicar a eficácia destes esforços, a nossa Organização criou também um Centro de Recursos para os Media face à COVID-19, para ajudar os jornalistas a detetarem a informação falsa e informar sobre a crise de maneira segura e eficaz, tal como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa deste ano nos convida a fazer: "jornalismo sem medo nem favor".

Este tema é uma celebração oportuna do trabalho daqueles que defendem a liberdade de informação, para uma imprensa independente que transmite e questiona os factos.

Esta liberdade de imprensa é demasiadas vezes violada. Quer seja através do controlo político, ideológico ou económico, de ataques difamatórios destinados a desacreditar o seu alvo, ou através de assédio. Existe, demasiadas vezes, uma tentativa de silenciar os jornalistas, especialmente as mulheres. Infelizmente, as circunstâncias excecionais que estamos a viver hoje agravam ainda mais esta pressão sobre os jornalistas.

A atual crise está também a aumentar a incerteza para a imprensa no plano económico. Por exemplo, no preciso momento em que a transição digital se acelera, as receitas publicitárias, das quais dependem muitas publicações, estão a diminuir ou até mesmo a cair a pique. Com o passar do tempo, os jornais poderão ser forçados a reduzir ou a cessar a sua atividade, privando as comunidades de um olhar diferente sobre o mundo, de uma profundeza de campo necessária à diversidade de opiniões.

Ora, num mundo tão interdependente como aliás o revela esta crise, todas as ameaças ou ataques à diversidade e à liberdade de imprensa, e à segurança dos jornalistas, nos dizem respeito a todos.

Assim, o sistema das Nações Unidas, bem como as novas alianças de associações de media, de governos e de atores do âmbito jurídico, académico ou da sociedade civil, apoiam os jornalistas de todo o mundo na sua luta pela sua independência e pela verdade.

Faço hoje um apelo para que estes esforços sejam redobrados. Neste momento crucial e
também para o dia de amanhã, precisamos de uma imprensa livre e de jornalistas que, por sua
vez, possam contar com todos nós.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Comemoração do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto - PNC A Vida é Bela, de Roberto Benigni











«Para evocar as vítimas do Holocausto, já depois do dia 27 de janeiro de 2019, os alunos do 8.º ano, do Agrupamento de Escolas Emídio Navarro, visionaram o filme do Plano Nacional de Cinema, A Vida é Bela, de Roberto Benigni. Considerou-se ajustado pensar esse acontecimento histórico na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento/Oficina de Cidadania, por várias razões pedagógicas e como exercício prático de cidadania. Com efeito, esse acontecimento passado configura-se, outra vez, como um acontecimento presente e recebemos notícias preocupantes de pedidos de ajuda de judeus em fuga do Reino Unido onde são vítimas de perseguição e ódio. O acontecimento tem 70 anos e, 70 anos depois continua, como se de um incêndio se tratasse, com frentes de destruição ativas no cenário político da Europa. Não é assim de estranhar que uma Escola Centro UNESCO se debruçasse sobre o papel dos campos de concentração e desencadeasse mecanismos de reflexão crítica sobre o seu significado político, ético e humano para serem expressas, de forma clara e inequívoca, razões pelas quais não os desejamos e a nossa cidadania, livre e consciente, os recusa.




Após o visionamento do filme os alunos foram levados a pensar, com a ajuda dos seus professores, argumentos de natureza política e ética que justificassem, com razões, o porquê de não dever haver campos de concentração. O resultado dessa reflexão apresenta-se sob a forma de postais criados por eles e nos quais encontramos elencadas razões de cidadania e razões que, por serem de cidadania, recolocam a tónica da sua recusa na fundamental necessidade de pensar o humano com DIGNIDADE e RESPEITO, recusando todas as formas totalitárias e nacionalistas-populistas que põem em causa aqueles valores universais. De uma forma mais profunda pensamos criar pontos de alerta cívica nos nossos alunos que, nesta fase do seu desenvolvimento, devem começar a pensar que, contra a intolerância, a desumanidade, o racismo, a xenofobia, não pode haver indiferença ou a falsa tolerância de pensar que todas as posições são eticamente equivalentes. Pensamos que, com este exercício pedagógico de pensar a vida política a partir de um filme que explora as consequências da política concentracionária na vida de uma família, se criaria, nos nossos jovens de 13 anos, um rastro interior e pessoal de maior consciência contra todas as formas de indignidade e todos os estilos políticos menos democráticos. Pretendeu-se duplicar o seu olhar sensível – porque um filme é uma matéria que desperta a sensibilidade – num olhar mais inteligível ou reflexivo sobre este tema e este problema: pode o poder político decidir da vida e da morte dos seus cidadãos? Que limites devem ser colocados para se pensar a nossa vida com os outros? 
Depois de recebermos os postais dos nossos alunos não pudemos deixar de acalentar a renovada esperança de que educar é o único caminho para que se evitem produzir afirmações como estas últimas que transcrevemos. Não se pode governar a partir da insensibilidade ética, não se pode governar, fazendo dos outros meios para fins políticos de autoafirmação e bélicos, não se pode governar para reeducar opções individuais e expressão livre do que se é, não se pode governar para destruir no outro naquilo que cada um é. Ao ler os postais pensamos poder afirmar que os nossos alunos, com 13 anos, sabem que qualquer ser humano tem direito à sua dimensão psicológica, social, moral e espiritual e nunca afirmarão que «nada têm para refletir» a partir de uma ordem dada. Porque eles devem sempre valorizar a pensar sobre o obedecer, porque devem sempre lembrar que «não é o trabalho que liberta», são os campos de concentração, lugares de morte, a que dizemos NÃO.


Centro UNESCO 
em colaboração com todos os docentes de Cidadania e Desenvolvimento e Oficinas de Cidadania 
fevereiro-abril de 2019

sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia Internacional da Mulher - Divulgação da Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO




O Dia Internacional da Mulher celebra este ano o contributo das mulheres para a sociedade – em especial no espaço digital - e propõe uma reflexão sobre a forma de garantir às mulheres o pleno usufruto dos seus direitos.
As tecnologias digitais têm influência sobre a forma como trabalhamos, aprendemos, ensinamos e vivemos juntos. Infelizmente, as mulheres nem sempre beneficiam plenamente desta revolução tecnológica. Na realidade, segundo um relatório recente da Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável, desenvolvido em colaboração com a UNESCO, concluiu-se que o fosso digital entre homens e mulheres está a aumentar: em 2016, o número de homens on-line ultrapassava em 250 milhões o número de mulheres. As mulheres não só são menos conectadas como beneficiam menos da literacia e da formação digital, têm menos probabilidades de ser contratadas por empresas tecnológicas e, geralmente, a sua remuneração é menor do que a dos seus colegas do sexo masculino.
As mulheres estão em desvantagem, incluindo em algumas das áreas mais avançadas da ciência – tecnologias digitais e inteligência artificial. Assim, a título de exemplo, apenas 22% dos profissionais da inteligência artificial são mulheres. Este ano, a UNESCO ambiciona restabelecer o equilíbrio ao recordar as mulheres pioneiras que afastaram os limites do nosso conhecimento em áreas como a computação quântica, a inovação digital e a inteligência artificial. Ao destacarmos os sucessos destas mulheres, esperamos incentivar uma nova geração de jovens mulheres nos domínios da ciência, da tecnologia, da engenharia e da matemática (CTEM), onde ainda estão subrepresentadas. Trabalhamos para incentivar jovens raparigas e mulheres a optarem por estas áreas e, em particular, a desenvolverem as suas competências digitais através, por exemplo, do projeto "Girls Can Code", recentemente lançado.
No âmbito cultural, também apoiamos o acesso das mulheres à criação digital e promovemos a igualdade de género digital nas indústrias criativas, através da iniciativa "You are next". Em colaboração com Sabrina Ho, a UNESCO ajuda centenas de jovens mulheres do México, Palestina, Senegal, Afeganistão e Tajiquistão a adquirirem competências artísticas, digitais e empresariais indispensáveis ao seu sucesso no mundo digital.
Apesar destas iniciativas e da existência de muitos modelos femininos na esfera do digital, as mulheres estão, cada vez mais, a abandonar as plataformas on-line para se protegerem dos ciberataques e do assédio. Uma em cada dez mulheres da União Europeia afirma ter sido vítima de cyberbullying desde os 15 anos, um fenómeno particularmente frequente nas jovens mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos. A UNESCO, na qualidade de agência das Nações Unidas dedicada à informação e à comunicação, está na vanguarda da luta contra a discriminação de género e do assédio on-line e da luta para a eliminação de estereótipos que se difundem nos media.
Para fazer parte desta luta contra os estereótipos, convido-vos a juntarem-se ao movimento mundial #Wiki4Women. Na Wikipedia, apenas uma em cada seis biografias é dedicada a uma mulher. Ao criar ou completar biografias de mulheres extraordinárias nas esferas da cultura, da educação e da ciência, na Wikipedia, a UNESCO pretende conferir-lhes a existência digital que merecem. Baseando-se no sucesso da iniciativa “Edit-a-thon”, levada a cabo no ano passado, na sede da UNESCO, a Organização colabora novamente com a Fundação Wikimedia na promoção de oficinas “Edit-a-thon” no Cairo, em Deli, em Banguecoque, em Lima e em Almaty, assim como em Paris.
A UNESCO está empenhada em contribuir, de forma positiva e duradoura, para o empoderamento das mulheres e para a igualdade de género. Cada um de nós pode fazer a diferença, rejeitando o preconceito e a discriminação, garantindo que os espaços online sejam seguros para todos, celebrando as realizações das mulheres e incentivando a contribuição das mulheres na esfera digital e em todas as esferas davida.


Audrey Azoulay

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Divulgação da Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto


27 de janeiro de 2019

A UNESCO comemora hoje a descoberta do campo de concentração e de extermínio de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas, a 27 de janeiro de 1945.



Auschwitz-Birkenau, o maior complexo de campos de concentração da Europa ocupada, é um lugar de memória para numerosos grupos perseguidos pela Alemanha nazi. Este campo foi também o maior centro de extermínio industrializado, construído para assegurar a execução do genocídio dos judeus da Europa. Cerca de 1,1 milhão de pessoas foram assassinadas neste lugar, das quais cerca de um milhão de judeus, mortos simplesmente por terem nascido judeus.

O Holocausto foi o produto de uma ideologia baseada no racismo biológico, cujo elemento principal foi o ódio aos judeus. Resultou também das políticas de conquista e de perseguição que assolaram a Europa e o mundo na guerra mais mortífera que a humanidade jamais conheceu.

Paradoxalmente, à medida que a investigação sobre esta trágica história progride, há quem insista em contestar a realidade dos factos. Os negacionistas do Holocausto continuam a espalhar desinformação nas redes sociais. Na Europa, alguns inclusivamente enveredam por um discurso ofensivo, negando a participação das populações e das autoridades locais nos massacres, com desprezo por factos indiscutíveis. Outros acusam “os judeus” de explorarem o Holocausto com vista à obtenção de vantagens financeiras ou políticas, em benefício, por exemplo, do Estado de Israel. Três gerações após os factos, preservar a memória do Holocausto continua a significar, ainda hoje, persistir na luta contra este tipo de antissemitismo cujos defensores persistem em manchar a memória dos mortos para melhor atacar os judeus da atualidade.

A preservação desta memória passa pelo apoio à investigação histórica. Passa também pelo ensino da História do Holocausto e de outros genocídios e crimes em massa. As questões levantadas por este ensino revestem-se de grande atualidade tendo em conta a propaganda das ideologias extremistas, a defesa das teorias da conspiração mais infames nas redes sociais, a erosão das instituições democráticas e o enfraquecimento do diálogo internacional.

Este é um trabalho que a UNESCO desenvolve diariamente, com os líderes na área da educação de todo o mundo, através da investigação pedagógica, da formação ou ainda das cátedras UNESCO, no quadro dos seus programas de educação para a cidadania global. Fá-lo igualmente através do seu Programa Memória do Mundo, que inclui, desde 2017, os arquivos do processo de Auschwitz em Frankfurt.

Entre estes documentos protegidos pela UNESCO encontram-se os arquivos do Ghetto de Varsóvia, reunidos na clandestinidade pelo grupo Oneg Shabbat, dirigido pelo historiador Emanuel Ringelblum. Este ano, através da transmissão mundial do filme Who Will Write Our History, a UNESCO decidiu homenagear estes resistentes que, desde as profundezas do inferno, souberam contrariar o ódio e a violência com o conhecimento e a cultura. A mensagem de humanidade que nos deixaram, após a sua morte brutal, é a razão de ser da UNESCO.

Neste dia de memória, convido todos os atores da educação, da cultura e da ciência a redobrarem a sua determinação no combate às ideologias de ódio e no seu contributo para uma cultura da paz.

Audrey Azoulay

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Dia Internacional dos Direitos Humanos - Divulgação da Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO






Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO



A Declaração Universal dos Direitos Humanos encarna a eterna aspiração da humanidade à liberdade, à justiça e à dignidade. Não é fruto de uma única cultura ou tradição, mas antes um alicerce que nos permite usufruir de uma vida plena, e a todas as nações do mundo viver em paz. Há 70 anos, as nações do mundo uniram-se para definir este conjunto de direitos humanos fundamentais, inalienáveis e universais.
A promessa inscrita no Ato Constitutivo da UNESCO de “assegurar a todos os homens o pleno e igual acesso à educação, a procura sem restrições da verdade objetiva e a livre troca de ideias e de conhecimentos” assenta nestes direitos. A nossa missão consiste em promover a paz e os valores humanistas no espírito dos homens e das mulheres através da educação, das ciências, da comunicação e da cultura. Esta missão é tão importante na atualidade como na época em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela comunidade internacional, numa altura em que o mundo se reconstruia a partir dos destroços e do trauma de duas guerras mundiais devastadoras.
A nossa ação visa alargar o direito à educação àqueles que foram deixados para trás, em particular as mulheres e as raparigas. Num momento em que o mundo se prepara para adotar dois novos pactos mundiais em prol dos direitos dos refugiados e dos migrantes, a UNESCO envida igualmente esforços para alargar as possibilidades educativas a essas populações.
Defendemos o direito à liberdade de expressão, denunciando os ataques perpetuados contra jornalistas e agindo para que a Internet continue a ser um espaço de diálogo aberto. Todos os indivíduos deveriam poder usufruir dos benefícios do progresso científico e das suas aplicações. O direito à água e ao saneamento, assim como a um oceano limpo que preserve os meios de subsistência, é de extrema importância para os direitos humanos e faz parte das nossas prioridades. A UNESCO compromete-se também a proteger e a promover a liberdade cultural fundamental, nosso património comum, assim como todas as formas contemporâneas de expressão, que constituem a manifestação suprema da nossa humanidade comum.
Infelizmente, uma vez mais na nossa História, os direitos humanos encontram-se em perigo. No mundo inteiro, é possível ver o quão facilmente podem ser derrubados por estereótipos desumanizantes e pelo aumento dos discursos intolerantes. Os conflitos, o extremismo violento e os desastres naturais podem semear o caos e pôr em risco os direitos das pessoas mais vulneráveis das nossas sociedades. As novas tecnologias, nomeadamente a inteligência artificial, também podem representar um perigo se não forem concebidas no pleno respeito dos direitos humanos. Temos que permanecer vigilantes para que os progressos realizados nos últimos 70 anos não sejam postos em causa, e fazer com que a UNESCO continue a ser o principal laboratório internacional de ideias para enfrentar estes desafios.
Eleanor Roosevelt, uma das principais autoras da Declaração Universal dos Direitos Humanos, declarava: “Ser humano não é apenas um direito, é um dever. Só assim poderemos contribuir de forma útil para a vida.” Neste importante aniversário, exerçamos todos este direito contribuindo assim para a realização dos direitos humanos para todos.

Audrey Azoulay

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Dia Mundial dos Direitos Do Homem e do Cidadão - Direito à Educação

Em 2013 Byung-Chul Han, na obra No Enxame, escreveu a abrir este seu ensaio que «respeito» significa «olhar para trás» - diz sobre isto, peremptoriamente, que uma sociedade sem respeito, sem o pathos da distância, desemboca numa sociedade do escândalo – nós dizemos que no Dia Mundial dos Direitos do Homem e do Cidadão, é preciso respeito pelos mesmos em geral e pelo direito à educação, em particular (art.º 26.º).

Com efeito, quando pensamos nos Direitos do Homem e do Cidadão estamos diante de um acervo de artigos que dão corpo a uma lei que nos merecem respeito porque, em primeiro lugar, para os pensarmos precisamos de saber que o seu valor não se esgota no imediatismo que domina o voyeurismo do presente e da História. Cada instante é um desenrolar consequente do passado que é pertença comum. Assim, houve um momento em que os direitos inalienáveis do cidadão foram tornados matéria respeitável para nos garantir não só o seu cumprimento, como para tornar respeitável o que eles garantiram à geração atual e permitem assegurar às futuras. No passado que os instituiu, 1948, na versão que deles temos, eles ofereciam-se como naturais. Os homens tinham que reaver aquilo que o escândalo da Guerra tinha interrompido e que pareciam conquistas consecutivas desde a Revolução Francesa. Quando se deixou de olhar para esses direitos que garantem a humanidade, a igualdade de oportunidades e a liberdade, os Homens tornaram-nos, com a força da Lei, matéria respeitável pelo seu valor e pelos valores que eles contemplam e matéria respeitável pela coacção que toda a normal formal encerra. Respeitá-los, a partir de 1948, parece ser até uma obrigação natural como se, a par dos direitos naturais, se impusessem as obrigações naturais. Direitos que exigem deveres de salvaguardarmos, em herança irredutível do humano,  uma matéria natural e legal, que nenhum de nós alguma vez devesse ousar macular pelo esquecimento e pela violação. O que o documento, património imaterial da humanidade, nos lega é essa obrigação de não esquecermos o dever de tornar tangíveis os valores que cada direito relembra como marca do humano. Quando aceitamos, no silêncio ou na indiferença, a sua violação, ou a sua irrealização, aceitamos o escândalo de não respeitarmos o Homem e a memória que a Declaração dele faz e o que a ele pertence enquanto ser histórico, com passado e com promessa de futuro.
 O Departamento de Ciências Sociais e Humanas, no dia 10 de dezembro, relembra estes bens naturais a que chamamos direitos, desenvolvendo um conjunto de iniciativas que pretendem levar mais longe a sensibilização e a consciencialização para o direito à educação junto dos alunos do 5.º ao 12.º ano. Fá-lo a partir de vários materiais nos quais se incluem recursos que nos dão conta das dificuldades que afetam as crianças do mundo que não podem estudar, porque o caminho geográfico é árduo, ou o caminho sociopolítico o dificulta. Fornece dados da UNESCO para refletir sobre a importância da educação para a humanidade e para a igualdade, para a dignidade e para a transformação do mundo e do tempo. Com este intuito, convidará os alunos a pensar sobre o papel da educação para que pensem o seu valor para os que a ela não têm acesso e para aprenderem a respeitar – na distância que é sempre a reflexão – como um dom a que recebem. Espera o Departamento levar os alunos a assumirem que a educação é um bem natural, ou seja um bem que como a vida, a liberdade, a igualdade, não lhes pode ser tirada e os torna humanos, os humaniza.
Como este exercício se traduz em texto, o mesmo vai ser exposto na árvore, símbolo da vida e do que renasce, nos ciclos do tempo, cujas folhas que o jardim do pensamento consente, exploram essa importância. Haverá outras reflexões a partir do cinema e de uma curta-metragem incluída no Plano Nacional de Cinema- Rhoma Acans - que é, como sabemos, um programa que torna a imagem num vasto património que educa e facilita a educação, e reorienta o olhar dos alunos para essas paisagens que com o olhar do realizador se tornam paisagens onde, como humanos, nos colocamos no lugar do outro. Se há dia UNESCO em que esse exercício ético nos é proposto é este. O dia em que cada um deve sentir que poderia ser qualquer um dos outros. A Coordenadora agradece a todos os professores que neste dia tornam a sua ação um direito garantido: educar.

A Coordenadora do Centro UNESCO
Isabel Santiago

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Divulgação da Plataforma Portuguesa - ONGD


ANO EUROPEU PARA O DESENVOLVIMENTO EM LIVRO
O LIVRO DO ANO EUROPEU PARA O DESENVOLVIMENTO (AED) 2015 REÚNE AS PRINCIPAIS ACTIVIDADES E OBJECTIVOS ALCANÇADOS DURANTE ESTE ANO QUE JUNTOU DEZENAS DE PARCEIROS EM PORTUGAL EM PROL DE UM MUNDO MAIS JUSTO E SUSTENTÁVEL.
A PLATAFORMA PORTUGUESA DAS ONGD FEZ PARTE DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DO AED. 
2017: UMA NOVA ETAPA PARA O DESENVOLVIMENTO (ANO II)

ASSINALÁMOS O INÍCIO DE 2016 COM A PUBLICAÇÃO DO ARTIGO “2016: O INÍCIO DE UMA NOVA ETAPA PARA O DESENVOLVIMENTO”. PASSADO UM ANO TEMOS CONSCIÊNCIA QUE 2016 MARCOU APENAS O INÍCIO DE UMA NOVA ETAPA E QUE O CAMINHO A PERCORRER ATÉ À META FINAL - O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - É LONGO E SÓ SERÁ UMA REALIDADE COM O ENVOLVIMENTO DE TODAS/OS.
O ANO QUE AGORA SE INICIA SERÁ IMPORTANTE PARA DAR UM NOVO E MAIS FORTE IMPULSO NO ESFORÇO GLOBAL E CONJUNTO PARA A CONCRETIZAÇÃO DOS ODS. NESTE SENTIDO, COMPROMETEMO-NOS A CONTRIBUIR ACTIVA E PROACTIVAMENTE PARA A MUDANÇA, PARA UM MUNDO MAIS JUSTO EM QUE SE ENCONTRAM E IMPLEMENTAM SOLUÇÕES CENTRADAS NAS PESSOAS. 
PLANO DE ACTIVIDADES 2017
JÁ SE ENCONTRA DISPONÍVEL O PLANO DE ACTIVIDADES E ORÇAMENTO PARA O ANO 2017 DA PLATAFORMA.
"FAÇAMOS DA PAZ A NOSSA PRIORIDADE"

NA PRIMEIRA MENSAGEM COMO SECRETÁRIO-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), ANTÓNIO GUTERRES PEDE QUE A PAZ SEJA A PRIORIDADE DE TODAS E TODOS NÓS E APELA A TODOS OS DIRIGENTES QUE SUPEREM AS SUAS DIVERGÊNCIAS.
PERSPECTIVAS PARA O DESENVOLVIMENTO GLOBAL EM 2017
A OCDE APRESENTA NESTA PUBLICAÇÃO UMA VISÃO GERAL SOBRE AS MUDANÇAS AO NÍVEL DA ACTIVIDADE ECONÓMICA NOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO E OS IMPACTOS DESTAS MUDANÇAS NOS FLUXOS MIGRATÓRIOS. 
Notícia enviada pela Comissão Nacional da  UNESCO

sábado, 10 de dezembro de 2016

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos - ES Emído Navarro



Comemora-se, neste dia, 10 de dezembro, a data em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se enumerava os direitos básicos que devem assistir a todos/as os/as cidadãos/ãs.


A data visa homenagear o empenho e dedicação de todas as pessoas que defendem os direitos humanos e colocar um ponto final em todos os tipos de discriminação, promovendo a igualdade entre todos/as os/as cidadãos/ãs.






Exposição  Vozes pelo Direitos
Propostas para um mundo mais sustentável


Alunos e professores das OFERTAS COMPLEMENTARES - 7.º aos 9.º anos





Apoio da biblioteca escolar e dos pais e encarregados de educação

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos - EB D. António da Costa

                           DIA 10 de DEZEMBRO - DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS
EXPOSIÇÃO
Os alunos e professores das OFERTAS COMPLEMENTARES, dos 5º aos 9º anos, apoiados pela biblioteca escolar e pelos pais, participam nesta data comemorativa com propostas para um mundo mais sustentável.  Sugerimos como ponto de encontro a Escola Básica D. António da Costa para conhecerem esta admirável exposição repleta de Árvores da Vida!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Mensagem da Diretora Geral da UNESCO
por ocasião do 
Dia Internacionalpara a Eliminação da Violência contra as Mulheres
A segurança das mulheres perante as alterações climáticas
25 de novembro de 2016

A violência contra as mulheres constitui uma grave violação dos direitos humanos fundamentais e uma ameaça para milhões de raparigas e de mulheres em todo o mundo. Ao longo da sua vida, pelo menos uma em cada três mulheres foi espancada, obrigada a ter relações sexuais ou vítima de outro tipo de maus-tratos. Sociedades inteiras são afetadas pela violência, que pode ser física, sexual (assédio sexual, coerção ou discriminação) ou psicológica (violências verbais ou psicológicas tais como o assédio moral ou o ostracismo).
Neste Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a UNESCO chama a atenção para as alterações climáticas e a escassez dos recursos enquanto fatores de violência contra as mulheres – em casa, na rua ou em caso de desastre natural causado pelo clima.
As alterações climáticas multiplicam as ameaças: podem acentuar os fenómenos de migração e de deslocação das populações, e causar más colheitas ou inundações, com graves repercussões sobre as famílias e os meios de subsistência. Vários estudos mostram que as mulheres são responsáveis por 65% da produção alimentar doméstica na Ásia, 75% na África Subsaariana e 45% na América Latina. Os papéis tradicionalmente desempenhados pelas mulheres são frequentemente aqueles que as expõem aos riscos decorrentes das alterações climáticas, tornando-as vulneráveis à violência enquanto percorrem todos os dias dezenas de quilómetros para assegurar o aprovisionamento em alimentos, água e lenha, ou quando se encontram deslocadas ou em situação de precaridade após um desastre natural. A perda dos meios de subsistência e a pobreza também podem agravar a violência doméstica devido às
pressões económicas e fazer perdurar práticas como a mutilação genital feminina e o casamento das crianças.
A UNESCO envida esforços em todos os setores para reforçar a resiliência face às alterações climáticas, integrando as questões de género em todas as suas ações. Através de numerosas parcerias e iniciativas, a UNESCO promove a ideia de que as mulheres e as raparigas são fundamentais na luta contra as alterações climáticas, nomeadamente no que respeita à gestão dos recursos hídricos e à preparação para os riscos de desastre.
Sabemos que as emissões de gases com efeito de estufa têm consequências nefastas para o planeta. Também temos que reconhecer que as alterações climáticas têm um impacto sobre a vida das raparigas e das mulheres em todo o mundo. No momento em que assistimos à entrada em vigor do Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas, e com vista ao êxito da COP-22 que vai ter lugar em Marraquexe, não devemos esquecer metade da população mundial e o imenso potencial que ela representa. As mulheres devem estar no cerne de todas as soluções para fazer frente às alterações climáticas.
Irina Bokova

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Exposição Virtual - Os Direitos Humanos uma Cidadania Participada

A exposição virtual pode ser visionada, nos dias 10 e 11 de dezembro, nas bibliotecas escolares da EB D. António da Costa e da  ES Emídio Navarro.
Nela apresenta-se um conjunto de trabalhos dos alunos dos 2.º e  3.º ciclos do agrupamento.
Cada ano de escolaridade aborda os DIREITOS HUMANOS sob o ponto de vista de um tema selecionado:
Educação para a Igualdade de Género (5.º ano)
Educação para o Património (6.º ano)
Educação para o Ambiente Sustentável (7.º ano)
Educação Intercultural (8.º ano)
Educação Financeira (9.º ano)


A seleção das diferentes produções teve em conta as temáticas da cidadania desenvolvidas pelos professores das Ofertas Complementares, implementadas no início do ano letivo 2015-2016.






Os professores das Ofertas Complementares
A equipa do Centro UNESCO Ciência, Arte e Engenho

A equipa das Bibliotecas Escolares

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos

Exposição patente na sala polivalente da EB D. António da Costa


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Exposição "Celebrar a Vitória Defender a Paz"




No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, convidamo-vos para uma visita a esta exposição, cedida pela Biblioteca Municipal de Almada, que estará patente, no átrio da ES Emídio Navarro, de 7 a 11 de dezembro.







A exposição contou com o contributo dos alunos que nos deixam os seus testemunhos sobre os Direitos Humanos, elaborados no âmbito das disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Economia.




Estarão ainda expostos alguns trabalhos de alunos desenvolvidos na disciplina de Oferta Complementar.




As equipas da Biblioteca Escolar e do Centro UNESCO

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Exposição "Direito à Educação"

Para a abertura de mais um ano letivo, o Centro UNESCO do agrupamento apresenta  uma exposição de cartazes cedida pela Comissão Nacional da UNESCO sobre "O Direito à Educação".



A exposição estará patente no átrio da ESEN, até dia 1 de outubro.
Visita-a!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Dia Internacional dos Direitos Humanos/Direitos das Crianças

Trabalhos realizados pelos alunos, na EB D. António da Costa trabalhos, no âmbito da comemoração dos Dia Internacional dos Direitos Humanos/Direitos das Crianças.
Veja o vídeo!
Disponível em:
                                  http://youtu.be/07lUMJdeGlA  
                                  https://wikibiblacosta.wikispaces.com/home.

O processo de produção do vídeo


A Exposição na sala polivalente